30 de ago de 2008

Canção Para Uma Valsa Lenta

Minha vida não foi um romance...
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amas, não digas, que morro
De surpresa… de encanto… de medo...
Minha vida não foi um romance...
Minha vida passou por passar.
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.

Minha vida não foi um romance...
Pobre vida… passou sem enredo...
Glória a ti que me enches a vida
De surpresa, de encanto, de medo!

Minha vida não foi um romance...
Ai de mim… Já se ia acabar!
Pobre vida que toda depende
De um sorriso... de um gesto... um olhar...
Mário Quintana

29 de ago de 2008

Imparcialidade?

Fazendo o meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), tenho me interessado por alguns autores que escrevem coisas fascinantes, das quais eu quero um dia poder escrever...
Achei um artigo de Gustavo Barreto que fala sobre a imprensa alternativa no país. Mais que isso, ele faz uma crítica ao que nós (jornalistas ou quase jornalistas), chamamos de imparcialidade.
O que aprendemos na faculdade é que um repórter tem sempre que ouvir os dois lados, e então fazer um contraponto, respeitando, é claro, as informações de cada fonte.
Mas, eu nunca havia pensado que essa "imparcialidade" é muitas vezes a falsidade do jornalismo. Aos interessados; vale a pena ler:
Tendo maior poder de negociação, as pessoas que menos sofrem com a recessão possuem um acesso muito maior à mídia. E a isto boa parte da mídia chama de "imparcialidade".
Eles dizem: "Vamos, de forma imparcial e democrática, ouvir o megaempresário e o mendigo. Vamos colocá-los juntos e ouvi-los". Aí o mendigo não consegue falar, não consegue passar sua idéia. Ele está desorganizado, não conhece os outros mendigos. Está desesperado. Se o pessoal da produção oferecer um pão, a crítica dele já será outra, mais mansa.
Depois fala o megaempresário. Possui três empresas, provavelmente herdadas do pai, do tio, do avô. Está confortável em sua posição, viaja duas vezes por ano para a Europa, participa de um seminário por mês, onde encontrará todos os seus amigos megaempresários. Naturalmente ele estará mais à vontade para colocar suas posições.
Esta é uma metáfora, pode ser visto como uma metáfora, mas é parecido com o que acontece, de forma mais geral, com os diversos segmentos de nossa sociedade.
A grande mídia, ou boa parte dela, não consegue nem enxergar isso. Muitas vezes — mas não todas — não se trata de má-fé. No entanto, é no mínimo patético pegar o cara que já nasceu condenado a todas as formas de injustiça e colocar no mesmo patamar que o garoto da Zona Sul, que teve uma educação européia. É no mínimo ridículo.
A isso chamam "imparcialidade".


28 de ago de 2008

é... bem assim mesmo.




.

Eu já disse uma vez que certas pessoas tem o dom de nos fazerem felizes.
Aparentemente, tudo é igual a grande maioria, mas quando o tempo passa, você parece descobrir uma coisa nova a cada dia, seja por um gesto, uma palavra, um carinho especial.
Eu queria entender porquê, por qual motivo, essas pessoas se afastam da nossa vida...
Uma vez eu pensei que se fosse morar em outra cidade, não aguentaria de saudade dos meus amigos e da minha família. Mas se eu fosse com alguém próximo a mim, as coisas já seriam diferentes. Eu não teria tanto medo, nem me sentiria sozinha.
Mas daí eu penso que ninguém nasceu grudado comigo e as pessoas tem o direito de ir e vir, sem depender umas das outras.
O difícil é criar uma relação que não envolva a dependência. O difícil é se apaixonar por alguém e não poder fazer nada pra ficar junto. O difícil pra mim, siceramente é não tentar.

Se eu viajasse sozinha, fosse morar em outra cidade e deixasse tudo aqui? Ia morrer de solidão?
É lógico que não! Eu conheceria novas pessoas, faria novas amizades e visitaria meus amigos sempre que pudesse. É, tudo muito simples e bonito. Mas eu não sei viver assim...
Tenho saudade como uma criança pequena. Choro sentada no meio do quarto.
Fico acordada esperando ligações. Como doce igual uma baleia e sofro sempre por antecipação.

Eu sei, eu sei....
Mas é uma merda a solidão. E definitivamente, eu não quero e não sei viver com ela.





27 de ago de 2008

Análise da unha comprida

Quem é mulher sabe que a vaidade sempre está em primeiro lugar, e eu claro, não fujo a regra, apesar de adorar andar de pijamão e pés descalços dentro de casa (mas isso todo mundo faz, eu acho). Mesmo assim, essa minha vaidade é controlada. Nada de pirar o cabeção e comprar a loja toda ou levar 15 pares de sapatos iguais com cores diferentes. Não Não Não!

Bem, quero aqui expressar minha opinião sobre a tal das unhas compridas. Resolvi deixar as minhas crescerem para a formatura... /assim como o cabelo também.
Então, fiquei três semanas mantendo elas com esmalte para sequer roer qualquer coisinha que fosse.
Hoje é o primeiro dia que estou sem esmalte, e elas realmente cresceram bastante, e eu tô achando o máximo!
Mas, como nunca tive unha grande, preciso perguntar para mulherada algumas coisas... vamos lá:

- Vocês não se arranham sozinhas? Do tipo, estar lavando o cabelo e arranhar o rosto?
- Como que faz pra ela permanecer limpinha, sem nenhum cisco embaixo? (Afirmo: Não sou porca Ok. Mas é quase impossível, tenho que ficar cutucando todo dia)
- Na hora de fazer coisas simples, como descascar uma fruta ou colocar linha na agulha? (Eu não consigoooo!!!)
- Digitar então é o bicho, mas também é questão de prática... (agora eu estou conseguindo!)

Bem, o que quero saber é quem inventou essa história de que mulher tem que ter cabelo e unhas grandes, ser magra e ter peitão para ser bonita? Eu sou contrária a esses estereóticos de moda!

Me perdoem os estilistas, mas acho tudo isso uma hipocrisia.
Outro dia estava vendo no Jornal Nacional, um salão de beleza só para crianças, onde as "babys" vão até lá fazer as unhas, escovinha no cabelo, massagens e afins.
Pelo amoooooooor de Deus! Pior que essas crianças fúteis, só mesmo os pais delas, ou pior, a MÃE delas.
No tempo em que deviam estar correndo pelas ruas, brincando de boneca, pulando corda, elas estão "enfiadas" num salaozinho mequetrefe - gastando uma fortuna - e tornando-se adultos infelizes.
Esse mundo tá mesmo perdido.



Ah e chega de tanta futilidade, por favor!

26 de ago de 2008

Doar sangue pode salvar uma vida

Atenção doadores de sangue de Foz do Iguaçu. Madson da Silva, 25 anos, encontra-se internado no Hospital Ministro Costa Cavalcanti e necessita de qualquer tipo de sangue. Os interessados em ajudar podem se dirigir ao Hemonúcleo (ao lado do hospital) e dizer que a doação está sendo feita para o jovem. Podem doar sangue qualquer pessoa de 18 a 60 anos, com mais de 50 quilos e que apresentem boas condições de saúde. Mais informações: 576-8020.
Há, neste olhar com que me olhas,
alguma coisa a mais que não defino,
algo assim inacessível
e ao mesmo tempo tão chegado.

Há, neste olhar com que me olhas,
uma luz profunda que me embriaga
e me faz tremer,ciente de que me vês.

Há, em teu olhare no teu jeito,
alguma coisa de íntimo que me arrebata,
e me atira num deslumbramento febril, inebriante.

Sei que me sentes,
embora sem palavrasnos falamos.

Tu sabes que sou a meta,
eu sei que tu és o fim.

Valorize

Essa tal de vida é mesmo engraçada. Tem dias que tudo está uma maravilha e aquele céu azulzinho parece brilhar pra você. No outro é como se o mundo resolvesse cair e formar um buraco negro bem nos seus pés.
Pois é. Já até me acostumei com todas essas sensações, algumas de agonia e sufoco e outras de felicidade pura. Mas o fato é que a gente não consegue entender a tranquilidade e o bem estar, e só passa a valorizá-lo quando perde algo importante, seja a saúde, a paz de espírito ou qualquer coisa. Já pensei muito em injustiça, mas acho que ela não existe. A nossa vida tá escrita, eu acredito nisso. Como diz minha mãe, cada coisa a seu tempo.
O que é meu tá guardado. O que é pra ser, certamente será.
Então o mundo vai andando e as coisas vão entrando nos eixos.
Mesmo assim, ninguém ainda é acostumado com a dor, a solidão, a perda.
Por isso, cada minuto é muito precioso.
Por favor gente, dêem três abraços diários! digam 'eu te amo'! Beijem!
Cuidem do que for valioso, e por favor, valorizem sempre!



25 de ago de 2008

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."

Clarice Lispector

23 de ago de 2008

Se eu tivesse mais alma pra dar... eu daria
Isso pra mim é viver (...)

21 de ago de 2008

Senhoras e senhores, o espetáculo vai começar...

Encanto, magia e muita emoção é o que o público encontrará durante a 2ª Mostra Sesc de Teatro de Inverno. O festival, que tem início amanhã (22), segue até o dia 31 de agosto com apresentações de peças com classificações adulto, infantil e livre.
A Cia do Teatro Amadeus, Casa do Teatro e Trupe Luz da Lua são os grupos responsáveis pelos espetáculos.
Pela primeira nos palcos teatrais, a Trupe encena a “Apresentação Literária Circense”, onde o grupo, (formado por João Andrade, Felipe dos Santos, Reginaldo, Thiago e Valdirene da Silva) conta a história do circo de forma lúdica e criativa, envolvendo a magia e o encanto dos palhaços com acrobacias e malabares. De acordo com João Andrade, a apresentação promete ser a primeira de muitas que a Trupe pretende fazer. “Adaptamos os números do circo à peça e ensaiamos durante um mês. Estamos ansiosos e aguardando um excelente espetáculo”, afirmou.
A Cia do Teatro Amadeus é a primeira a se apresentar, exibindo as peças “Soltando o Verbo”, e “Romeu e Julieta Acústico”, com Cláudia Ribeiro, Vera Vieira e Juca Rodrigues. Já no dia 23 a peça é “A mais forte”, estrelada por Vera Vieira e Regiane Tonatto.
Para a atriz Vera Vieira, a mostra é uma forma de exibir o trabalho dos artistas locais e estimular a iniciativa para a construção de um teatro cidade. “O teatro é uma necessidade da população”, frisou.
No dia 24 é a vez da Casa do Teatro encantar o público infantil com a peça “Amigos do Planeta”. O elenco formado por Sabrina Bomdia, João Augusto, Jéssica Sales e Aguileno Rocha, conta a história de uma menina chamada Tati que coordena um comitê de amigos para cuidar do planeta e combater os inimigos do meio ambiente. Segundo a coordenadora do grupo, Ednéia Dias, por abordar um tema de educação ambiental, a peça chama a atenção para todas as idades.
Os ingressos para qualquer peça custam R$ 5,00 para comerciários e
R$ 10,00 para não comerciários. Crianças até 7 anos não pagam.
Mais informações pelo telefone: 3576-1300.

Programação
Sexta-Feira – 22 de agosto
“Soltando o Verbo” e “Romeu e Julieta Acústico”
Horário: 20 horas
Grupo: Cia de Teatro Amadeus

Sábado – 23 de agosto
“A Mais Forte”
Horário: 20 horas
Grupo: Cia de Teatro Amadeus


Domingo – 24 de agosto
“Amigos do Planeta”
Horário: 17 horas
Grupo: Casa do Teatro

Sexta-feira – 29 de agosto
“Apresentação Literária - Circense”
Horário: 20 horas
Grupo: Trupe Luz da Lua Sábado

Sábado - 30 de agosto
“Apresentação Literária - Circense”
Horário: 20 horas
Grupo: Trupe Luz da Lua Domingo

Domingo– 31 de agosto
“Amigos do Planeta”
Horário: 17 horas
Grupo: Casa do Teatro

20 de ago de 2008

Aquele tal de gostar

Qual o preço da pureza, da verdade, da amizade, da lealdade?
O que recebemos em troca de tudo o que oferecemos?
Esperar não é a escolha certa.
Acredito na RECIPROCIDADE...
Na troca de carinhos, experiencias, conselhos, e sobretudo, acredito no respeito.
Tenho plena convicção de que meus sentimentos estão no mesmo lugar, e não se movem uma palha. Eles continuam firme e forte. Mas hoje sou mais egoísta, prefiro pensar em mim do que dividir problemas.
Afinal, estou cheia deles, e minha cabeça não pode parar.

Bom dia a todos.

19 de ago de 2008

Rotina...

A idéia é a rotina do papel.
O céu é a rotina do edifício.
O início é a rotina do final.
A escolha é a rotina do gosto.
A rotina do espelho é o oposto.

A rotina do jornal é o fato.
A celebridade é a rotina do boato.
A rotina da mão é o toque.
A rotina da garganta é o rock.
O coração é a rotina da batida.

A rotina do equilíbrio é a medida.
O vento é a rotina do assobio.
A rotina da pele é o arrepio.

A rotina do perfume é a lembrança.
O é a rotina da dança.
Julieta
é a rotina do queijo.
A rotina da boca é o desejo.


A rotina do caminho é a direção.
A rotina do destino é a certeza.

Toda rotina tem sua beleza.


(Texto da propaganda da Natura - Tododia)
Extraída do Blog da Mayara Godoy, só porque eu achei linda a poesia!

A Imortalidade da Fotografia

Em comemoração ao Dia Internacional da Fotografia,
profissionais falam sobre os sentidos e a representatividade da imagem

Thays Petters

"Fotografar é captar o momento decisivo", já dizia um dos mais importantes fotógrafos do século XX, Henri Cartier Bresson. Mesmo com as novas formas de exibição de imagem, a fotografia continua sendo a única capaz de captar a alma humana. Mais do que um simples registro, ela imprime a marca de um momento que jamais voltará acontecer.
Atualmente representada através de câmeras de última geração, digitais ou mesmo aparelhos celulares, a imagem tornou-se essencial no cotidiano das pessoas. Anunciada oficialmente em Paris, no dia 19 de agosto de 1839, a fotografia é hoje a representação perfeita da realidade.
Para o fotógrafo e estudante de publicidade, Rodrigo Chibiaqui, a fotografia é uma janela para o mundo real. “A fotografia, assim como a poesia, a pintura, a música e as outras formas de arte são uma tentativa de mostrar para as pessoas o mundo como você vê, ou como você gostaria de ver. Uma boa foto é muito mais do que papel com química, ou ainda bits e luzes digitalizadas, geralmente é carregada de críticas, emoções e sentimentos”.
Chibiaqui começou a fotografar para registrar o trabalho da mãe, que é pintora, em seguida, aprimorou o conhecimento em técnicas comerciais, para trabalhos publicitários, mesmo assim, ele garante que o conceito da fotografia vai além; “Efetivamente, tiro foto porque gosto de entender como as coisas funcionam, e a câmara fotográfica é um infinito de descobertas físicas e tecnológicas. A história fotográfica é incrível, o estudo da luz, de composições, de técnicas, quanto mais me aprofundo, mais me apaixono. Somado a tudo isso, a fotografia me possibilita passar mensagens que não conseguiria passar com palavras”.
Já para Andress Riberto, também estudante de publicidade e atualmente fotógrafo de eventos, a fotografia é uma arte que exige muita responsabilidade.
Para o acadêmico que trabalha principalmente com álbuns de casamento, “além de eternizar o momento, a foto deve transmitir a individualidade e as expressões”. O gosto pela imagem surgiu logo no início da faculdade, quando teve acesso a aulas teóricas e aos equipamentos profissionais; “Gosto da parte teórica da fotografia. Estou sempre estudando sobre outros fotógrafos, que fazem ou fizeram história”. O trabalho do jovem fotógrafo, que destaca o passo-a-passo de uma cerimônia, está embasado no que ele descreve como “diferencial”. “É grande o desafio de quem está atrás das lentes, mas através do estudo, das observações e da prática, é possível entender o verdadeiro sentido da fotografia”, concluiu.

FotoClube

Para comemorar o Dia Internacional da Fotografia e reunir os apaixonados pela arte visual, o médico Hélio Avelar organiza um encontro para o próximo sábado, onde pretende criar o Fotoclube de Foz do Iguaçu. Como explicou o especialista – que se diz amante da fotografia – a intenção é montar um clube, como já existe em Londrina e Curitiba, apoiado pela Confederação Brasileira de Fotografia, onde profissionais, estudantes e amadores podem discutir, trocar experiências, e realizar atividades, como cursos e exposições. “O objetivo é estimular o gosto pela fotografia”, explicou.
Segundo Avelar, que ajudou a criar o Fotoclube de Londrina, Foz do Iguaçu não disponibiliza de nenhum espaço ou projeto parecido, “por isso a vontade em reunir os apaixonados para essa troca de experiências”, ressaltou.
O primeiro encontro acontece no dia 23, as 16h30, na praça de alimentação do Shopping Mercosul. “Todas as pessoas estão convidadas, a única exigência é gostar do assunto”. Futuramente, o médico pretende criar uma sede, para que os participantes tenham mais liberdade para promover discussões e organizar eventos. Para mais informações: 9929.0145.

18 de ago de 2008

Loucura demais pra uma cabeça só.

14h32. Ela levanta do sofá da sala e vai até a cozinha. Serve uma xícara de café preto, mas prefere clarear com leite. Toma de uma vez só para tapar o sono e continuar a ler seu livro. Do gole de café até o restante da tarde, ela ficou firme e forte, conseguiu chegar a página 100 logo no segundo dia de leitura, mas ainda sim consegue ficar irritada com seu cérebro, por ele não funcionar com a agilidade que ela quer.
Depois de tantas histórias, é hora de relaxar a cabeça e assistir o making off de um filme. (Sim, porque o making off é a parte mais interessante). Poucas horas depois, ela coloca a cabeça no travesseiro para tentar dormir e ficar "fora de área" por algumas horas. Infelizmente, os sonhos não a deixam, e se transformam em pensamentos tristes e cansativos.
Ela descobre (através do sonho) que falar francês não é tão difícil. Pelo menos na imaginação dela, tudo fluia perfeitamente. Rolando de um lado para o outro, ela acorda as 6 horas da manhã, com aquela cara inchada e os cabelos enrolados. Toma outra xícara de café e vai para o trabalho, tentar lembrar do título da matéria que o sonho já havia feito.

(Clarice Lispector aproveitava os sonhos para escrever. Dormia com um caderno ao lado, e quando se dava conta, começava a descrever o que havia sonhado naquele instante.)

A segunda-feira amanheceu com a minha cara, não muito feliz, nenhum pouco animada.

16 de ago de 2008

sábado.

Tô tão sem inspiração, que toda a linha que escrevo, aperto o 'delete'.
Tá feia a coisa! Minha cabeça não tá por aqui, nesse mundinho...
Tô longe, bem longe

Só pra não passar em branco, hoje tem Gabriel Garcia Marques

"É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão.
O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem sabe ver."

Bom final de semana!

15 de ago de 2008

"O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido.Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado. A vida é curta,mas as emoções que podemosdeixar, duram uma eternidade"

(Clarice Lispector)

14 de ago de 2008

‘Cabeçote’ procura companhia

Onça de 22 anos está sozinha no Zoológico Bosque Guarani a espera de uma nova amiga para dividir o recinto

Thays Petters – Estagiária de Jornalismo
Fotos: Roger Meireles


Nascida em 1986 na cidade de Curitiba e transferida para Foz do Iguaçu há 12 anos, a onça pintada “Cabeçote” está à procura de uma nova companhia.
A amiga com quem dividia o espaço de 200 metros quadrados morreu no mês passado, devido à insuficiência cardíaca e à idade, - estava com 25 anos-, o que para o biólogo responsável pelo Bosque Guarani, Sidnei de Oliveira, é uma idade avançada. “Animais predadores vivem em média até 20 anos em cativeiro. Para os que vivem na natureza, esse número cai pela metade”, afirmou.
Desde então, Cabeçote permanece sozinho no recinto, onde recebe tratamento privilegiado e acompanhamento de veterinários e especialistas. Segundo Oliveira, para evitar qualquer problema de saúde com o animal, estagiários de biologia realizam diariamente um estudo comportamental, elaborando relatórios e análises sobre o cotidiano da onça. “Ela está bem, não apresentou nenhum aspecto negativo depois da perda. Até agora tem reagido naturalmente”.
Mesmo assim, o biólogo não descartou a possibilidade de ocorrer mudanças. “É possível perceber que ela sente falta de companhia devido ao esturro (som emitido pela onça) quando o tratador ou alguma pessoa se aproxima; isso é sinal de carinho”, explicou.
Cabeçote vive em um espaço duas vezes maior do que o exigido pelo Ibama e recebe cerca de três quilos de carne diariamente e pedaços de ossos para fortificar as presas.
Além disso, veterinários realizam exames completos, para verificar as condições dentárias e a qualidade de vida do animal. “Temos equipes a disposição 24 horas por dia”, ressaltou o biólogo.
Como Cabeçote nasceu em cativeiro e não está acostumado a ficar sozinho, Sidnei reforçou o pedido para a onça ter novamente uma amiga. “É importante para que ela não fique sedentária ou apresente sintomas que afetem sua saúde”. Vale lembrar que a companhia deve ser uma fêmea com idade para reprodução (acima dos seis anos).

Procedimento
Como explicou Oliveira, todos os zoológicos do Brasil são subordinados pelo Ibama (Instituto de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis), que recebe relatórios com o banco de dados de cada entidade. A partir desses registros, disponibilizados por todos os zoológicos do país, é possível encontrar em alguma cidade uma onça que possa ser doada. “Essa é apenas uma das parcerias que podem ser feitas”. Outra forma de ajudar o Cabeçote a ter uma nova companhia é denunciar os circos que utilizam animais silvestres como atração.

Animais em Circo
O projeto de Lei 16/2008 aprovado no dia 7 de julho de 2008, proíbe em todo o município de Foz do Iguaçu a “apresentação, manutenção e utilização, sob qualquer forma em circos ou espetáculos assemelhados, de animais selvagens ou domésticos, nativos ou exóticos”. Para denunciar qualquer tipo de irregularidade e maus tratos com animais, ligue para 3574-1804(Ibama) ou 3575-8267 (Polícia Florestal)

13 de ago de 2008

"O que é isso companheiro"

Fernando Gabeira começou a escrever este livro no dia em que tomou a decisão que mudaria o rumo da sua vida: ele abandonou uma das mais promissoras carreiras de jornalista de sua geração e mergulhou o mais fundo possível na aventura de colocar sua vida em risco para alcançar em contrapartida um mundo mais justo para todos.
Um sonho que se frustrou em parte mas que ainda continua inquietando seu coração, embora este romance seja - mais do que uma narrativa - uma meditação, onde Gabeira revê seu caminho e se pergunta que novos caminhos pode criar sabendo somente que, enquanto se vive, vale a pena se propor trocar a vida pela crença. Ter fé é preciso.
Eu me pergunto se este livro é um romance, se é um livro de memórias, se é um causo muito grande contado por uma testemunha ocular e atenta de sua própria história. Seja o que for, ele é escrito com a maestria de um experimentado romancista, um escritor de palavras precisas e adjetivos exatos, enxuto. Seis anos falando sueco na portaria de um hotel, de um cemitério ou no timão (?) de um carro do metrô não fizeram, Gabeira esquecer a língua portuguesa - e seus segredos - que ele dominava tão bem e que usava com zelo e perfeição nos tempos de copy desk do Jornal do Brasil. Tão bem ele usava as palavras de sua língua e tanto impressionava seus colegas de jornal, há dez longos anos atrás, que foi este detalhe a primeira coisa que o denunciou quando o embaixador dos Estados Unidos foi seqüestrado para a libertação dos primeiros prisioneiros da guerrilha urbana brasileira. O bilhete do resgate estava tão bem escrito, tão tecnicamente bem escrito que os colegas de Gabeira - que havia abandonado o emprego de Chefe do Departamento de Pesquisa do jornal para cair na clandestinidade - não tiveram dúvida: "Gabeira está nessa".
E não deu outra. Gabeira estava naquela de corpo e alma. E deste estar de corpo e alma quem pode falar melhor é ele próprio e é o que está feito nas páginas deste livro onde não há compósitos, onde não há insinuações, onde não há situações paralelas ou inventadas, onde não há nomes trocados nem dores imaginadas e que prova que o grande romance é a própria vida, recriá-la é ser fiel a ela na medida do talento de cada um. É mais ou menos esta a fórmula de se fazer um escritor. Há nas livrarias, um outro livro de Fernando Gabeira, incluindo a reprodução de sua entrevista publicada em novembro de 1978 no Pasquim. Embora esse livro já estivesse escrito em cada gesto anterior de Gabeira, me sinto um pouco responsável por ele estar aqui agora - o livro - e editado pela Codecri. Fui eu que tive a sorte de topar com o Fernando, de repente, em Paris, no momento exato em que ele devia, queria e precisava voltara falar com todos os amigos do Brasil. Foi então que fiz a entrevista que o Pasquim publicou com tanta repercussão. Mas, terminada a entrevista eu falei pra ele: "Agora queremos o livro. Queremos tudo isto que você falou aí, contado minuto por minuto, por fora e por dentro de você - como se eu pudesse lhe dar a fórmula - o romance da sua grande aventura". O que me deixa mais contente no final desta história é que o soneto me saiu melhor do que a encomenda, o romance muito melhor do que o pedido.

Meu amigo Fernando Gabeira é um jornalista, foi um guerrilheiro, é um político atuante e lúcido, um possível líder sereno e incisivo. Mas, ao final deste livro o leitor vai descobrir que, mais do que tudo isto, aqui e agora - Fernando Gabeira é um escritor.

Ziraldo

* Se alguém quiser me emprestar ou dar de presente o livro, ficarei bem feliz!

12 de ago de 2008

Hunf.

O dia começou com aquele sol lindo, e logo em seguida começou a chover.
Daquele colorido bonito, ficou apenas o escuro e o restante do dia nublado...
As vezes acontece comigo o que aconteceu com o dia. E por sinal, logo hoje.
Acordei feliz, inspirada, criativa, e logo nas primeiras horas da manhã recebi uma pauta de bandeja, o que pra nós, é muito bom!
Mas daí é alguém discutir comigo que meu dia vira do avesso. Eu fico irritada mesmo!
Outra coisa é estar na fase do "Falar mais alto". Quanto mais aumentar o volume do grito, mas eu aumento o meu! Hunf.
É claro que daqui 5 minutos, após um copinho de café e um traguinho no cigarro, tudo ficará normal, como estava antes.
Mas ainda não consigo entender porque certas coisas, simples como são, podem ser discutidas!
Acho que vou ter que dizer que o "roxo" é "rosa" e tá tudo certo.
Só pode ser isso.
Caso contrário, não iriam gostar tanto de me ouvir gritar!
Droga!


11 de ago de 2008

Maior Abandonado

Migalhas dormidas do teu pão
Raspas e restos me interessam
Pequenas porções de ilusão

Mentiras sinceras me interessam
Me interessam...
Eu tô pedindo a tua mão
Me leve pra qualquer lado
Só um pouquinho de proteção
ao maior abandonado
Teu corpo com amor ou não


"O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga idéia de paraiso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói."


Cazuza

9 de ago de 2008

"O segredo é não correr atrás das borboletas..."

Aquela frase bem clichê torna-se verdade a quem segue ao pé da letra.
As vezes é preciso um empurrão, um "tapa" de luva ou um grito para perceber que realmente não se corre atrás das borboletas e não se prende areia na mão.
É engraçado como as pessoas - mais experientes - podem passar confiança e credibilidade no que falam. E por mais que tentamos abrir os olhos, as vezes só conseguimos com a ajuda delas.
Meus valores, HOJE, estão passando por sérias transformações.
Estou pensando sobre isso e quando concluir, escrevo pra vocês!

*Cuide do Jardim!

8 de ago de 2008

Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido. Eu não: Quero é uma verdade inventada.
Clarice Lispector

E apesar dessa dor de cabeça chata, eu tô feliz sim. E muito!

7 de ago de 2008

A musa!

Lá na minha rua mora um anjo voador
Veio das estrelas pra saber o que é o amor

Vênus é tão frio que não dá pra namorar
Marte é tão quente que só dá pra guerrear
Os anéis de Saturno não são de ouro
Mercúrio é coisa de pronto-socorro

O paraíso é isso que existe aqui
De tudo um pouco demais

Lá no azul do espaço há uma negra solidão
Anjo forasteiro quer roubar meu coração

Júpiter é grande e faz a gente se perder
Plutão pequenino, a olho nu não dá pra ver
Netuno não tem mar nem areia branca
Urano não tem urânio, nem planta

O paraíso é isso que existe aqui
De tudo um pouco dem

Rita Lee

Só porque eu soube que vai ter um show dela por essas bandas!!

6 de ago de 2008

Bom Dia!

Hoje cedo, abri minha caixa de e-mails e li uma mensagem linda enviada pela minha prima Rosane, de Santa Catarina.
Diariamente ela me manda e-mails bonitinhos, e hoje era um que falava sobre saudade!
O texto é basicamente o mesmo, e as poesias de Vinicius de Moraes... mas hoje, algo me chamou atenção. De repente é por estar tudo correndo, de uma forma estranhíssima na minha vida, que sinto saudade até de quem tá por perto.
Mas parei pra pensar na saudade que sinto de muitas pessoas, e da saudade que sentirei da minha turma também.
Por mais que eu tivesse um dia horrível de trabalho, era só chegar na sala que estava tudo resolvido. É riso na certa!
O bom humor, as energias contagiantes, aquela amizade gostosa!
Enfim, é uma coisa tão boa, que nem sei explicar!
Só sei que é assim, simples, puro e sincero!

5 de ago de 2008

Inquieta.

Como toda boa capricorniana, não sou de 'meias' palavras. Comigo é assim, na lata. E digo mesmo. Desculpe-me os atrevidos.
Mas não gosto quando alguém quer dar 'pitaco' na minha vida ou tentar adivinhar como eu sou.
Não consigo gostar também quando pessoas próximas a mim dizem 'não me conhecer muito bem'.
Por que de uma coisa eu tenho certeza, você pode passar a vida inteira com uma pessoa e não ter conhecido a metade dela. Como pode passar uma semana ao lado de alguém e já saber as maiores vontades, os maiores segredos, os desejos e assim por diante.


Sinto até um prazer em poder "guardar" algo meu, só pra mim... Sem que os outros fiquem sabendo. Afinal, não preciso expôr minha vida por aí... se quisesse, faria um livro!
Por isso, acho uma hipocrisia quando alguém fala que não esconde nada do marido, do namorado, ou do melhor amigo. ESCONDE SIM. Todo mundo esconde!
E esse ato pra mim não tem nada haver com infidelidade ou confiança, são apenas fatos que devem ser guardados, e não ditos.

Um Enigma
"Tenho várias caras.
Uma é quase bonita,
outra é quase feia.
Sou um o quê?
Um quase tudo"

Clarice Lispector

4 de ago de 2008

=(

Ah! Se o mundo inteiro me pudesse ouvir
Tenho muito pra contar
Dizer que aprendi
E na vida a gente tem que entender
Que um nasce pra sofrer
Enquanto o outro ri
Mas quem sofre sempre tem procurar
Pelo menos vir a achar
Razão para viver
Ver na vida algum motivo pra sonhar
Ter um sonho todo azul
Azul da cor do mar

Tim Maia

3 de ago de 2008

vamo!

Já falei sobre alguns domingos... e esse também não fugiu a regra, infelizmente.
Mesmo assim, não sou de lamentar, e por isso não ficarei choramingando nesse blog... acho que de coisas tristes e chatas todo mundo já está cansado.
Amanhã é segunda e a correria começa, ainda mais com a volta das aulas e aquele nosso querido amigo TCC (Trabalho de Conclusão de Curso).
Todo mundo sempre diz que não vai conseguir, mas no final, tudo dá certo! (Assim espero)
Eu e o Carlos estamos estudando bastante... montando nossos projetos e pensando em surpresas para o ano que vem.
Nosso trabalho envolve muitos detalhes, muitos fatos importantes, histórias que marcaram a cidade, o país e o mundo... Por isso, toda e qualquer ajuda é sempre bem vinda!
E me refiro ao apoio moral mesmo, que recebemos dos nossos amigos e da própria família.
Tem horas em que me vejo perdida com tudo isso... mas sempre tem alguém, aqui pertinho ou lá longe, dando a maior força! E espero que continue assim!
E o que eu peço todos os dias?
Muita luz e sabedoria, porque agora, mais do que nunca, eu preciso disso!
"E vamo a luta!"

1 de ago de 2008

"Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar"
Machado de Assis

Feira do Livro


Começa hoje em Foz do Iguaçu e segue até o dia 10 de agosto a Feira Internacional do Livro.
O público terá acesso a livros dos mais variados gêneros, com descontos de até 50%. Além disso, haverá contação de histórias, perfomance poética, oficinas, palestras, apresentação de corais, encontro com escritores e noite de autógrafos com os mais conceituados nomes da literatura.
Ana Maria Machado, Moacyr Scliar, Miguel Sanches Net, Domingos Meireles, Cristóvão Tezza, Laurentino Gomes, Paulo Sandrini e Ricardo Kotcho são alguns dos escritores confirmados.
Nos encontros locais, meus amigos poetas Daniela Valiente, Nelson Figueira e Carlos Luz também participam.

É claro que ninguém pode perder!
Bom, eu vou, com toda a certeza
A feira será realizada na Rua Benjamin Constant (EM FRENTE A FUNDAÇÃO CULTURAL)
De segunda a sexta das 9h as 21h
Sábado e Domingo das 9h as 18h

A entrada é franca!