21 de dez. de 2011

Se joga bebê!

Então é isso. Fui ali e voltei com pensamentos diversos. Aliás, pensamentos a mil. (O que não me falta neste momento).
Há tempos tenho deixado minha cabeça ocupada com tudo aquilo que realmente me interessa.
E te falar: como dá trabalho ser gente grande.
Pensei estar enlouquecendo... Aí chega minha amiga bonitona, com corpão bonito, dois filhos, marido, uma casa e um trabalho pra cuidar e me fala: Guria, se joga!
Aceitei a dica e me joguei... no mundo, nas minhas idéias, nos meus desejos! Acreditei no que a minha imaginação sempre cansou de insistir, e eu boba, não aceitava.
Resolvi arriscar e o primeiro passo foi dado! Agora é tocar o barco e esperar para que a sorte também me ajude!

Sabe de uma coisa meus amores? A Thays de hoje, que em breve completará 24 anos, começa - de fato - a ver a vida com outros olhos.

"Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito"
Clarice, sua linda!

10 de dez. de 2011

Saudade, Caruso!


Cultivei do meu pai o gosto pela música, pelos encontros, pela boa leitura. Era engraçado ver ele chegando em casa com dois livrinhos e duas fitas cassetes em baixo do braço. Como eu já sabia ler, ele pedia pra eu escolher o livro. A Thayná, ficava com a segunda opção, já que ela só poderia mesmo ouvir a história da Branca de Neve ou qualquer que fosse o conto de fadas.

Crescemos um pouco e começamos a frequentar a locadora de vídeos e a banca de jornais com o nosso pai. Era sagrado: Aos sábados, vídeos na PlayHouse e aos domingos, jornais, livros e revistas de colorir na banca do Caruso.

Era assim que se chamava a banca do João Caruso, o dono, e por sinal, amigo do meu pai.
Era ali, na avenida Jk, em que passávamos algumas horas ou alguns minutos do nosso domingo.
Meu pai não tinha pressa e tão pouco se negava a pagar a quantidade de revistas que escolhíamos.
O tempo passou, mas o hábito foi preservado. Meu pai, eu e minha irmã continuávamos a visitar a banca todos os domingos.

Mas então, um dia meu pai nos deixou e alguns anos depois, João Caruso também abandonou a vida aqui na terra. Os dias ficaram cinzas, mudos e os encontros tornaram-se desencontros.
Foi assim durante muito tempo, até percebermos que a saudade não se apaga, assim como a dor nunca cura. O bom é que o tempo nos mostra isso de forma delicada, concisa, inteligente.
Não saimos da história brigados com ele. Pelo contrário, agradecemos aquela existência.

E dessa forma, depois de alguns anos, continuei a frequentar - pouco, confesso - a banca de jornais onde meu pai adorava passar os finais de semana. Estar ali era como estar com ele, relembrar aquele tempo, voltar a minha infância!

E hoje, depois de 37 anos de Caruso, recebo a notícia de que a nossa querida banca fechou as portas. Miriam Machado Caruso tocou o barco sozinha nos últimos anos, e segundo ela, ficou inviável concorrer com a internet e todas as facilidades que ela oferece.

Dona Miriam têm toda razão. Infelizmente, mas ela tem. Sou a jovem-mais-velha deste planeta, e defendo com unhas e dentes a existência dos jornais impressos, revistas, livros. Quero que meus filhos leiam O Globo, A Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, Zero Hora, Correio do Povo. Realmente, não sei mais se isso é possível. Por isso mesmo, guardo em casa exemplares de ouro, assim como meu pai fazia com as revistas "sensacionais" dele. Não vendo, não troco e não empreto.

Minha homenagem de hoje é para a Dona Miriam, para o João Caruso, para o meu pai e todos as pessoas que frequentaram essa banca tão amada.

Saudade, Caruso!

8 de dez. de 2011

mentiras sinceras

Ele perguntou se eu poderia ouvir sobre outra mulher.
É claro que posso (eu disse)
É claro que não posso (eu queria ter dito).
Apesar da nossa super amizade, aquelas noites de risadas, beijos e abraços ficaram bem guardadas.
Talvez você tenha razão ao dizer que o nosso relógio um dia vai bater na mesma direção.
Mas por hora, estou aqui... te ouvindo.
Enquanto você, do outro lado da linha, também me ouve e ri alto quando eu conto algum "bafo".
O que eu disse (e acabei denegrindo a imagem feminina) foi: "elas são todas iguais".
O que eu queria ter dito era: "mas que mulher burra, que não sabe o homem lindo que perdeu".
No fundo, você consegue entender todas as minhas frases ditas e não ditas.
No fundo, você sabe que eu te amo.
Forever and ever

7 de dez. de 2011

Momento "sou assim" de ser

Falem o que quiser – e eu já estou acostumada a ouvir críticas quando faço um elogio a nossa amiga Globo. Mas tudo bem, todos aqueles que falam horrores dela é porque um dia quiseram ser a Fátima Bernardes ou o Willian Bonner e falar um “Boa Noite” em alto e bom som.

Bafafás a parte, vamos ao que interessa. Abre aspas: “ao que me interessa” - diga-se de passagem este blog é meu, e quem não está a vontade, adiós!

Assistindo a série da Globo - A Mulher Invisível – tive a incrível idéia de inventar um namorado invisível com o jeitinho do Selton Melo, o carisma do Wagner Moura, os olhos do Johnny Depp e a voz do Jack Johnson.

É claro que uma mistura dessas no potoshop não daria certo, mas na minha cabeça, ela é perfeita. Fico até imaginando acordar na praia, ouvindo Upside Down, olhando para os olhos do pirata e beijando a boca do capitão Nascimento. Me chama de louca!!!

Sério, não é normal isso.

Aí o especialista em comunicação vai me dizer que as novelas e toda a porcaria da mídia fizeram isso com a minha cabeça. E eu vou responder a ele: Mil vezes assistir a uma novela água com açúcar as 6 horas da tarde do que ler Augusto Cury e suas lições de auto ajuda. (Deixa eu ser feliz, vai?!)

Acho que por conviver com muitos adultos, minha cabeça ficou centrada na triste realidade. Se uma criança pode inventar o Homem Casa e o Homem Maçã, porque eu não posso inventar o Homem-Namorado?

O fato de não ter nove anos de idade não me impossibilita. Pelo contrário, vou agora mesmo pegar o papel sulfite, os lápis de cor e a tinta guache. Ah sim, se alguém tiver giz de cera, por favor!

Hoje é dia de Rock bebê!

6 de dez. de 2011

Socorro!

Não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir...

Socorro!
Alguma alma mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada...

Socorro!
Alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha
Por favor!
Uma emoção pequena, qualquer coisa!
Qualquer coisa que se sinta...
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva...

Socorro!
Alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento
Acostamento, encruzilhada
Socorro! Eu já não sinto nada...

Socorro!
Não estou sentindo nada [nada]
Nem medo, nem calor, nem fogo
Nem vontade de chorar
Nem de rir...

Socorro!
Alguma alma mesmo que penada
Me empreste suas penas
Eu Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada...

Arnaldo Antunes