5 de out de 2012

Happy B-Day!


É sempre difícil escrever ou falar sobre uma pessoa da qual você tanto ama. Quais as palavras adequadas, a pontuação correta e a melhor maneira para descrever sentimentos? Talvez eu nunca saiba, talvez ninguém saiba. Creio que os bons poetas fizeram isso por nós. Mas porque hoje, em um dia tão especial, eu usaria apenas uma poesia para descrever essa pessoa?

Pensei, e achei melhor escrever um pequeno texto para quem não conhece, para quem conhece e para ela mesma entender o quanto é importante na minha vida, nas nossas vidas.


Ela chegou quando eu tinha 2 anos e 9 meses. Éramos crianças diferentes, com idéias e pensamentos contrários. Eu, querendo fazer dela uma princesa, e ela, querendo usar bermuda, cortar o cabelo tipo “hominho” e brincar de carrinhos com meus primos.


Insisti para que minhas bonecas chamassem mais atenção. Não deu certo. Então ela cresceu um pouquinho e eu tentei brincar de escolinha. Também não tive sucesso.


Foi então que desisti de vez e deixei ela fazer o que quisesse. Foi assim que se desenvolveu a verdadeira personalidade da Thayná. Uma menina extremamente amável, com vontades próprias, sorridente, amiga. Ela cresceu, virou uma mulher linda, cheia de idéias e sonhos.


Hoje, ainda somos diferentes, mas é justamente nessa diferença que nos entendemos, nos encontramos como irmãs. Apesar de toda a determinação, ela ainda é uma criança cheia de dúvidas e indecisões. Não raro me pego rindo sozinha ao olhar para ela e perceber que mais uma vez ela está confusa sobre o que é melhor. “Um iô-iô azul, laranja ou amarelo? Um arguile roxo ou verde? Uma garrafa azul ou vermelha? Um casaco preto ou marrom? Um tênis branco ou cinza? Uma calça escura ou mais clara?”. Talvez minha opinião não conte muito, mas ela sempre me procura e vez ou outra, aceita meus conselhos!


Somos diferentes na forma de nos vestir, de falar, de reagir aos problemas, de sofrer, de amar. Mas como já disse, essas diferenças nos tornam mais íntimas, mais fortes! Uma ajudando a outra, uma ouvindo a outra. É assim que uma relação se faz, com altos e baixos, brigas e pedidos de desculpas independente das personalidades.


Neste dia 5 de outubro de 2012, quando você completa 22 anos, me vem a cabeça que você não é mais o bebê da casa, mas mesmo assim, continuarei te cuidando como se fosse.


Thayná, que este dia seja lindo como todos os outros da sua vida! Que você conquiste seus sonhos, mas principalmente, tenha garra para lutar por eles. Que você use sempre o coração para tomar decisões, e nunca, nunca se esqueça de quem realmente te ama!

5 de jan de 2012

Parabéns pra você!


O melhor presente de aniversário é aquele que chega repleto de sinceridade, sorrisos, abraços, beijos e alegrias. O melhor presente, pra mim, é aquele que olha nos olhos e diz o quanto você é especial, o quanto você faz a diferença e é essencial para aquela vida.
Hoje, o meu melhor presente de aniversário é estar perto de quem fez e faz TODA essa diferença na minha vida!

Obrigada a todos!
Muito obrigada!

Ps.: 2.4 turbo!!!!

21 de dez de 2011

Se joga bebê!

Então é isso. Fui ali e voltei com pensamentos diversos. Aliás, pensamentos a mil. (O que não me falta neste momento).
Há tempos tenho deixado minha cabeça ocupada com tudo aquilo que realmente me interessa.
E te falar: como dá trabalho ser gente grande.
Pensei estar enlouquecendo... Aí chega minha amiga bonitona, com corpão bonito, dois filhos, marido, uma casa e um trabalho pra cuidar e me fala: Guria, se joga!
Aceitei a dica e me joguei... no mundo, nas minhas idéias, nos meus desejos! Acreditei no que a minha imaginação sempre cansou de insistir, e eu boba, não aceitava.
Resolvi arriscar e o primeiro passo foi dado! Agora é tocar o barco e esperar para que a sorte também me ajude!

Sabe de uma coisa meus amores? A Thays de hoje, que em breve completará 24 anos, começa - de fato - a ver a vida com outros olhos.

"Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito"
Clarice, sua linda!

10 de dez de 2011

Saudade, Caruso!


Cultivei do meu pai o gosto pela música, pelos encontros, pela boa leitura. Era engraçado ver ele chegando em casa com dois livrinhos e duas fitas cassetes em baixo do braço. Como eu já sabia ler, ele pedia pra eu escolher o livro. A Thayná, ficava com a segunda opção, já que ela só poderia mesmo ouvir a história da Branca de Neve ou qualquer que fosse o conto de fadas.

Crescemos um pouco e começamos a frequentar a locadora de vídeos e a banca de jornais com o nosso pai. Era sagrado: Aos sábados, vídeos na PlayHouse e aos domingos, jornais, livros e revistas de colorir na banca do Caruso.

Era assim que se chamava a banca do João Caruso, o dono, e por sinal, amigo do meu pai.
Era ali, na avenida Jk, em que passávamos algumas horas ou alguns minutos do nosso domingo.
Meu pai não tinha pressa e tão pouco se negava a pagar a quantidade de revistas que escolhíamos.
O tempo passou, mas o hábito foi preservado. Meu pai, eu e minha irmã continuávamos a visitar a banca todos os domingos.

Mas então, um dia meu pai nos deixou e alguns anos depois, João Caruso também abandonou a vida aqui na terra. Os dias ficaram cinzas, mudos e os encontros tornaram-se desencontros.
Foi assim durante muito tempo, até percebermos que a saudade não se apaga, assim como a dor nunca cura. O bom é que o tempo nos mostra isso de forma delicada, concisa, inteligente.
Não saimos da história brigados com ele. Pelo contrário, agradecemos aquela existência.

E dessa forma, depois de alguns anos, continuei a frequentar - pouco, confesso - a banca de jornais onde meu pai adorava passar os finais de semana. Estar ali era como estar com ele, relembrar aquele tempo, voltar a minha infância!

E hoje, depois de 37 anos de Caruso, recebo a notícia de que a nossa querida banca fechou as portas. Miriam Machado Caruso tocou o barco sozinha nos últimos anos, e segundo ela, ficou inviável concorrer com a internet e todas as facilidades que ela oferece.

Dona Miriam têm toda razão. Infelizmente, mas ela tem. Sou a jovem-mais-velha deste planeta, e defendo com unhas e dentes a existência dos jornais impressos, revistas, livros. Quero que meus filhos leiam O Globo, A Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, Zero Hora, Correio do Povo. Realmente, não sei mais se isso é possível. Por isso mesmo, guardo em casa exemplares de ouro, assim como meu pai fazia com as revistas "sensacionais" dele. Não vendo, não troco e não empreto.

Minha homenagem de hoje é para a Dona Miriam, para o João Caruso, para o meu pai e todos as pessoas que frequentaram essa banca tão amada.

Saudade, Caruso!

8 de dez de 2011

mentiras sinceras

Ele perguntou se eu poderia ouvir sobre outra mulher.
É claro que posso (eu disse)
É claro que não posso (eu queria ter dito).
Apesar da nossa super amizade, aquelas noites de risadas, beijos e abraços ficaram bem guardadas.
Talvez você tenha razão ao dizer que o nosso relógio um dia vai bater na mesma direção.
Mas por hora, estou aqui... te ouvindo.
Enquanto você, do outro lado da linha, também me ouve e ri alto quando eu conto algum "bafo".
O que eu disse (e acabei denegrindo a imagem feminina) foi: "elas são todas iguais".
O que eu queria ter dito era: "mas que mulher burra, que não sabe o homem lindo que perdeu".
No fundo, você consegue entender todas as minhas frases ditas e não ditas.
No fundo, você sabe que eu te amo.
Forever and ever

7 de dez de 2011

Momento "sou assim" de ser

Falem o que quiser – e eu já estou acostumada a ouvir críticas quando faço um elogio a nossa amiga Globo. Mas tudo bem, todos aqueles que falam horrores dela é porque um dia quiseram ser a Fátima Bernardes ou o Willian Bonner e falar um “Boa Noite” em alto e bom som.

Bafafás a parte, vamos ao que interessa. Abre aspas: “ao que me interessa” - diga-se de passagem este blog é meu, e quem não está a vontade, adiós!

Assistindo a série da Globo - A Mulher Invisível – tive a incrível idéia de inventar um namorado invisível com o jeitinho do Selton Melo, o carisma do Wagner Moura, os olhos do Johnny Depp e a voz do Jack Johnson.

É claro que uma mistura dessas no potoshop não daria certo, mas na minha cabeça, ela é perfeita. Fico até imaginando acordar na praia, ouvindo Upside Down, olhando para os olhos do pirata e beijando a boca do capitão Nascimento. Me chama de louca!!!

Sério, não é normal isso.

Aí o especialista em comunicação vai me dizer que as novelas e toda a porcaria da mídia fizeram isso com a minha cabeça. E eu vou responder a ele: Mil vezes assistir a uma novela água com açúcar as 6 horas da tarde do que ler Augusto Cury e suas lições de auto ajuda. (Deixa eu ser feliz, vai?!)

Acho que por conviver com muitos adultos, minha cabeça ficou centrada na triste realidade. Se uma criança pode inventar o Homem Casa e o Homem Maçã, porque eu não posso inventar o Homem-Namorado?

O fato de não ter nove anos de idade não me impossibilita. Pelo contrário, vou agora mesmo pegar o papel sulfite, os lápis de cor e a tinta guache. Ah sim, se alguém tiver giz de cera, por favor!

Hoje é dia de Rock bebê!

6 de dez de 2011

Socorro!

Não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir...

Socorro!
Alguma alma mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada...

Socorro!
Alguém me dê um coração
Que esse já não bate nem apanha
Por favor!
Uma emoção pequena, qualquer coisa!
Qualquer coisa que se sinta...
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva
Qualquer coisa que se sinta
Tem tantos sentimentos
Deve ter algum que sirva...

Socorro!
Alguma rua que me dê sentido
Em qualquer cruzamento
Acostamento, encruzilhada
Socorro! Eu já não sinto nada...

Socorro!
Não estou sentindo nada [nada]
Nem medo, nem calor, nem fogo
Nem vontade de chorar
Nem de rir...

Socorro!
Alguma alma mesmo que penada
Me empreste suas penas
Eu Já não sinto amor, nem dor
Já não sinto nada...

Arnaldo Antunes

30 de nov de 2011

How How How!

O Natal nunca foi uma das minhas datas favoritas, mas nem por isso eu deixei de dar importância a ela. Na minha profissão, o Natal é época de pautas, muitas pautas, e talvez por isso eu tenha começado a enxergá-lo com outros olhos.

Pra quem já perdeu alguém da família, o Natal nem sempre é sinônimo de união. Parece que naquele dia, a saudade bate mais forte e é quase impossível não lembrar os anos em que aquela pessoa querida estava entre nós.

No entanto, precisei aprender a gostar do Natal para conseguir escrever com o coração.
É dfícil não é? É sim, e foi mesmo muito difícil. Mas no decorrer dos anos, encontrei histórias emocionantes pelo caminho, como a de pessoas que precisam passar o Natal em hospitais, trabalhando, longe da família, ou histórias de pessoas que sequer ganham uma ceia de Natal.

Não quero ser melancólica e tão pouco enaltecer os problemas alheios, quero apenas lembrar de como é bom ter uma família, saúde, e condições financeiras que nos permitam ter uma bela ceia e uma árvore de natal repleta de presentes.


Na verdade nunca gostei de comparações. Sempre achei elas generalistas demais. O meu conceito só começou a mudar este ano, quando passei por tristes experiências que me fizeram dar mais valor a vida e a todas as coisas que ela me proporciona.

Achei por bem dividir esses pensamentos com vocês, já que nesta época todos estão mais generosos e dispostos a ouvir (neste caso, a ler).

Então, este post é para todos aqueles que não gostam de Natal. Minha dica é para que vocês comecem a pensar no verdadeiro sentido dele, e talvez dessa forma, possam contribuir com a história de alguém, seja uma criança que precisa de um presente, um idoso que precisa de um abraço ou um paciente de hospital que precisa do seu sorriso e poucos minutos de conversa.

Faça deste período um aliado, porque com certeza você conseguirá melhorar o Natal de alguém e mais do que isso,
começar a adorar o seu!


28 de nov de 2011

Bolinhas para o ano novo!

O final do ano chegou, e com ele todos aqueles antigos planos ressurgem na memória. A ideia de comprar um carro, fazer academia, aulas de tênis, o compromisso de caminhar todos os dias, cursar outra faculdade, pensar na pós-graduação, no mestrado, no curso de francês que foi esquecido por alguns anos... Enfim, tudo aquilo que é planejado e esquecido nas primeiras semanas de fevereiro.

É engraçado como tantas pessoas fazem a lista de desejos para o ano seguinte. Eu mesmo ERA uma delas. Não passava um final de ano em que eu não dissesse: “No ano que vem vou entrar na academia”. Quanta balela!

Eu já me conheço e sei que detesto academia. Não iria e já sabia daquilo. Mesmo assim insistia em dizer e bater no peito para quem quisesse ouvir (por que ser assim, meu Deus?).

Falações à parte, neste ano resolvi fazer algo diferente. Ou melhor, uma amiga me deu de presente a ideia de fazer planos concretos – aqueles que você deseja muito e que pode realizar com um pouco de esforço.

O presente era simples: um papel sulfite recortado em formato de uma bolinha (veja a figura nesta página). Dentro dele, quatro espaços para os desejos. O intuito seria escrever os sonhos ou vontades avassaladoras para o ano que está por vir.

Guardei a bolinha de papel e escrevi meus quatro desejos no último dia do ano. Passei o réveillon com ele no bolso e depois disso guardei dentro da minha carteira. Quatro meses depois, abri e reparei que dois dos desejos já haviam sido realizados. Faltavam dois, e eu comecei a pensar neles todos os dias. Até que de repente estava concluindo o terceiro.

O quarto desejo, infelizmente, ficará para 2012, já que ele não dependia completamente de mim.

Mas vamos diretamente ao ponto: as superstições existem, e muita gente as segue todo fim de ano. Minha avó, por exemplo, não passa uma virada sem comer 12 gomos de uva. Para ela, a uva significa saúde e, neste ato, ela pede saúde durante os 12 meses do ano.

No entanto, minhas superstições nunca deram muito certo, e eu comecei a pensar que aquele presente seria, sim, o responsável pelas mudanças na minha vida. E, de fato, ele foi!

Não escrevi no papel coisas impossíveis de acontecer, como ganhar na Mega Sena, comprar uma Ferrari, ir para Dubai passar um mês. Escrevi pedidos simples, aqueles que eu poderia realizar, com um esforçozinho, uma dedicação a mais da minha parte.

O presente foi tão bom e verdadeiro que resolvi passá-lo adiante. No último réveillon, entreguei aos meus vizinhos, tios e primos diversas bolinhas de papel com uma carta explicando o significado delas.

Cada um teria direito a quatro pedidos (reais). Depois disso, era só passar o ano-novo com ela no bolso e em seguida colocá-la na carteira ou dentro da bolsa – algum lugar em que os desejos pudessem ser lidos com frequência.

Sim, mentalizar os pedidos ao longo do ano é fundamental para concretizar os desejos (como explicado no livro O SEGREDO), entende?

Agora, quero compartilhar com vocês este presente, com o desejo de que cada um tenha realmente entendido a proposta. Olhem só: não vale fazer várias bolinhas. É apenas uma com quatro pedidos, ok?

Façam as bolinhas com todo o amor possível, e desejem acima de tudo um 2012 cheio de boas energias, saúde, paz e muita, muita união!

10 de nov de 2011


"
Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados.
Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam.
Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero
domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e
travesseiro. Quero seu beijo.
Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa."

Caio F. Abreu