24 de mai de 2011

Até outro dia éramos adolescentes bobos cujo as preocupações limitavam-se ao trabalho de conclusão de curso e a escolha da música da formatura. E como era bom o tempo em que tudo podia ser resolvido no bar da esquina da faculdade. - Seu Zé, me vê mais uma pra curar a dor de amor da minha amiga aqui. -Seu Zé, hoje não temos nem pro pastel, tem como pendurar?
Talvez hoje eu perguntasse ao seu Zé: - E agora? faz como?

E toda aquela história de grandes profissionais do futuro, de salvar a humanidade, de sermos exemplos para os nossos filhos? E todos aqueles sonhos de passar no melhor concurso, de fazer mestrado fora do país, de falar cinco ou até seis idiomas, de ganhar uma boa grana e ajudar a família toda? Onde eles estão agora?

Entramos para o mercado de trabalho, fizemos nossas escolhas, corremos atrás do que era possível e descobrimos os dois lados da coisa. E o restante? Bem, o restante ficou ali, guardado junto com aqueles sonhos de adolescentes.

E quando penso que estou neste barco sozinha, sento com dois amigos para jantar - agora na cozinha da minha casa - e o que escuto são desabafos. Não de pessoas infelizes, mas de amigos cansados da situação. E infelizmente nãopodemos mudar o mundo, podemos apenas MUDAR.
Mudar a nossa relação, o movimento, os caminhos...
Como eu queria ser a Elizabeth Gilbert esta hora. Fazer as malas e correr o mundo. Voar pra bem longe, organizar meus pensamentos, meditar, correr, me apaixonar sem medo.
Mas hoje o que eu e eles estamos fazendo é esperar.
Esperar o momento certo, que talvez não chegue tão cedo.

Um comentário:

Maíra da Fonseca Ramos disse...

Que blog interessante o seu!