13 de set. de 2010

Escrevo tantas linhas para definir o indefinível
Há quem diga que para falar de amor é preciso sofrer
Há quem pense que a paixão dura apenas seis meses
Há quem ache tudo isso uma besteira.
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Já eu, levanto a bandeira!
Falo do amor com a sutileza que ele merece
Não sou experiente de causa e tão pouco admiradora da excentricidade
Estou apenas dialogando com ele
Deixando fluir, entende?
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Hoje  falo do amor com cautela, respeito, admiração e cumplicidade. 
E é assim, dessa forma simples e ingênua que mantenho meu apreço e meus sinceros agradecimentos!

“Admiro o que há de lindo e o que há de ser você!”

12 de set. de 2010

Amor é quando é concedido participar um pouco mais.
Amor é a grande desilusão de tudo mais.
Amor é finalmente a pobreza.
Amor é não ter inclusive amor.
É a desilusão do que se pensava que era amor.
Amor não é prêmio por isso não envaidece.

Clarice Lispector

11 de set. de 2010

O casamento da melhor amiga

Minha amiga Karen se casou sábado passado. Não faz muito tempo (ahan!)  brincávamos de boneca. As portas do meu guarda roupa ainda levam a assinatura dela. Lembro que minha mãe brigou muito ao perceber a “obra de arte” que fizemos ali. É estranho olhar para uma menina e perceber que ela cresceu.
Sim, nós crescemos!
Nunca duvidei do destino da Karen. Sempre soube que ela realizaria seus sonhos, que seria feliz – pelo menos sempre correu atrás disso. A Karen nunca esperou autorização de alguém pra fazer aquilo que achava certo. Pra mim, ela é um modelo de descrição, equilíbrio e bom senso. Fui convidada para ser madrinha do casamento dela com o Marcelo, o namorado que pouco conheci, mas que gostei logo de cara. 
Consigo perceber o amor do Marcelo pela Karen só de olhar pro rosto dele. Os olhos sempre brilham com aquele jeito de menino bobo.
O relacionamento deles nunca foi do tipo “te amo para sempre”. Tanto a Karen quanto ele nunca precisou expor a vida amorosa aos demais. (Modelo de descrição ao qual também me refiro). Os dois sempre mantiveram os votos de amor em sigilo. (Afinal, quem mais além deles precisam aprovar ou desaprovar o amor?). Não precisaram de orkut, twitter, facebook ou coisas do tipo. Viveram um namoro sólido, cheio de alegrias, viagens e muito amor!
Não sei ao certo, mas acho que foram três anos de namoro para o então casamento. E olha, fazia tempo que não via um casal tão feliz!  De um lado a noiva dançando até o chão, do outro, o noivo cantando em cima do palco os “hits” de Ivete Sangalo e Babado Novo. A noite foi de muita bebedeira, música e festa que não acabava mais! Mesmo com a folia, consegui conversar muito com a Karen, que ainda tentava “me arranjar” um amigo do noivo – "Não Karen, tô bem assim", era o que eu tentava dizer. Mas, como sempre, ela jamais me dava ouvidos e tentou ao longo da noite me “arrumar um corpinho”. (Podem rir, porque eu ri muito!).
Entre um gole e outro de wisky com guaraná, dancei, ri e rodopiei com a noiva. “E vai rolar a festa, vai rolar!”
Depois de muitas dores no pé, olhei para Karen e disse: Vai para o hotel menina, vai curtir sua lua de mel.E com um sorriso de orelha a orelha, ela me olhou e disse:
- Thays, lua de mel eu vou viver pro resto da vida. Festa de casamento eu só tenho uma! 
Realmente, ela tinha razão!
Então voltamos para a festa e aproveitamos até o ultimo minuto!



9 de set. de 2010

Dei férias aos pensamentos.
Preciso manter a mente quieta por alguns dias.
Fugir desse marasmo e controlar meus sentimentos.
Vou ali, mas volto já!

1 de set. de 2010

Logo eu, que sempre acreditei no amor, estou prestes a cometer suicídio.
O suicídio do amor.
Logo eu, que sempre mantive os olhos de menina e o coração aberto as novas paixões, estou a um palmo de me virar do avesso e cantarolar para o mundo minha total e plena liberdade.
E agora? Agora Vivre la vie, vous!

26 de ago. de 2010

Comer, Rezar e Amar


Talvez você até encontre essa obra entre as sessões de auto-ajuda de uma livraria qualquer. Mas atenção! Como diz o ditado: As aparências enganam! ‘Comer Rezar e Amar’ vai além do que muitos definem como superação. Iniciei a leitura por recomendação de uma amiga escritora e logo nas primeiras páginas me deliciei com o humor e o drama de Elizabeth Gilbert, a “Liz”. 
O livro conta a história real desta escritora/personagem que resolve abandonar a rotineira vida e cair no mundo em busca do equilíbrio. Liz escolheu a Itália, a Índia e a Indonésia para morar durante um ano (4 meses em cada país). 
Como sugere o próprio título, na Itália ela comeu, na Índia ela rezou e na Indonésia (mais especificamente, em Bali), ela amou. O principio da história pode até se assemelhar como auto-ajuda, já que Liz enfrenta o fim do casamento, o divórcio e uma vida de romances mal sucedidos.
Farta da mesmice e à procura da serenidade, ela embarca em uma história linda e encantadora rumo ao seu próprio destino, a sua própria felicidade.
Mais do que descrever lugares e pessoas em uma narrativa gostosa e envolvente, a escritora conta sua história real – que em muitos aspectos se confunde com as nossas próprias vidas. O mais delicioso deste livro – pelo menos pra mim – foi redescobrir os valores da fé. A obra não faz apologia a determinada religião e tão pouco discute sobre isso.
Ela apenas ensina a olhar com mais atenção, a acariciar os sentimentos, a pensar com o coração, a redescobrir as poesias.
Ela nos mostra um Ser tão poderoso e fala do amor de uma maneira tão singela que te faz sorrir a cada página.
Comer, Rezar e Amar, sem dúvida, entrou para a lista dos meus livros de cabeceira. Li as 342 páginas com tanto gosto e “apetite” que tudo o que tenho a fazer é indicá-lo a todos que apreciam uma boa viagem!

Ps. Costumo dizer que ‘Comer, Rezar e Amar’ é um livro feminino. Não quero ser preconceituosa e não sou absolutamente contra a leitura do público masculino. Quero apenas ressaltar que muitas das questões citadas no livro apenas uma mulher poderá entender. 

Trechos do livro:

“Deus reage às preces sagradas e aos esforços dos seres humanos qualquer que seja a maneira como os mortais decidirem venerá-lo – contanto que as preces sejam sinceras”

“Se me deixassem comer o pão deste lugar
Servido em um leito de ninhos de pássaros
Eu comeria só metade do prato
E depois passaria a noite inteira dormindo no resto”

“O descontentamento humano é um simples caso de identidade equivocada”

“Os ingredientes tanto da escuridão quanto da luz estão igualmente presentes em todos nós; cabe ao individuo decidir o que irá prevalecer – as virtudes ou a malevolência”

“Já chega querida, venha para minha cama agora. E eu fui”

22 de ago. de 2010

Hoje bateu saudade dos velhos tempos.
Das alegrias, dos sorrisos e da felicidade nada contida.
Se hoje o que me resta é lembrar, faço isso com bom juizo de menina.
Olhos melancólicos falam por mim.

19 de ago. de 2010

15 de ago. de 2010

Fuga!


Sabe o que é? Ando cansada de muitas coisas. De pessoas, atitudes, lugares e de alguns dias da semana também. Antes, minha briga era com o relógio, que corria tão depressa. Hoje falo sobre os dias que vão embora a passos de tartaruga.
Estar aqui é muito bom, mas um dia cansa! Cansa estar sentada todos os dias da semana na mesma cadeira. Cansa ouvir a mesma música sempre que penso em alguém. Cansa vestir as mesmas roupas. Cansa entrar no orkut e no twitter.   Cansa ver a cara de pau de uns e a arrogância de outros. Cansa ser simpática. 
 Aí eu preciso ouvir que só tenho 22 anos e muita coisa pra viver. Tá bom, já sei! Mas se eu quiser viver tudo agora? E se não estiver satisfeita com o vai e vem dessa vida? E se de repente eu fizer uma loucura, dessas que a gente só se arrepende anos mais tarde? Alguém me impede? [Mãe??]
 Acho que não teria tanta coragem quanto afirmo ter. Na verdade essa é uma das minhas maiores contradições. Digo ser a pessoa mais forte do mundo, bato no peito e grito bem alto. Mas aí vêm os encontros, as despedidas e todas essas situações que me engolem num mundinho tão pequeno.
Uma vez você disse que eu era corajosa demais e não sabia como eu agüentava tudo isso. Mas na verdade, o forte era você, por me ouvir todos os dias e agüentar esse coração maluco.

Tenho todos os medos possíveis, mas também tenho toda a felicidade, guardada para os poucos e bons.

10 de ago. de 2010

Gostar de alguém é função do coração, mas esquecer, não. É tarefa da nossa cabecinha, que aliás é nossa em termos: tem alguma coisa lá dentro que age por conta própria, sem dar satisfação. Quem dera um esforço de conscientização resolvesse o assunto (...)

Marta Medeiros