28 de mar. de 2011

Revista Page já nas bancas!

Oi amores!
Voltei pra avisar que a revista Page já está nas bancas aqui em Foz! Esse mês tem uma matéria bacana sobre a Lady Bera, uma banda iguaçuense que tem dado o que falar no circuito: música boa-e-de-qualidade.
Além disso, muitas outras matérias sobre moda, comportamento e turismo preenchem as páginas da revista!
Vocês encontram a Page na Banca Cultural, Banca da Bia e Caruso!

A Page tambem está no Facebook e no twitter com um monte de novidades e aquelas promoções legais que a gente adora!

Ah sim, os blogueiros que tiverem interesse podem enviar textos, crônicas, contos e poemas para a coluna Café com Leitura. #FicaaDica!

Boa leitura gente!

23 de mar. de 2011

'Sorte no jogo
azar no amor
de que me serve
sorte no amor
se o amor é um jogo
e o jogo não é o meu forte,
meu amor?'

Paulo Leminski

18 de mar. de 2011

Curitiba!

Não é só o meu olhar que muda. É todo meu espirito. Minha alma.
E não se trata apenas das pessoas ao meu redor. É a cidade em si, que sempre me chamou atenção e hoje me acolhe como colo de mãe. Estar em Curitiba é muito mais do que passeios ao Jardim Botânico, ao Parque Barigui e ao Museu do Olho. Estar em Curitiba é uma fuga, confesso. Mas uma fuga que deu certo. Aqui me sintoo segura. Aqui sou tão pequenininha como sempre quis ser.
Acho que esse emaranhado de prédios, casas, árvores e pessoas me leva pra um novo estágio. Pra um ponto bem longe de tudo que já vivi e já senti. Aqui a distancia se chama saudade e o passado fica bem no lugar dele. Aqui o futuro me chama e a felicidade canta todos os dias.
Não, não sou uma turista apaixonada. Venho a Curitiba todos os anos. Acontece que neste momento, ela esta diferente. Eu estou diferente. E é isso o que vale.
I like!

13 de mar. de 2011

vai passar...

Excentricidade nunca me atraiu. Detesto o que é extravagante, aquilo que chama a atenção pela anormalidade. O tal do 8 ou 80 não cola comigo. Em muitas situações preciso ser outro número, o meio termo, manter o equilíbrio e o bom senso.

Se optasse pelo 8 ou 80 seria extremamente feliz ou extremamente triste. As pessoas reconheceriam meu sorriso a quilômetros de distância, mas também notariam meus medos, minhas fragilidades e meus problemas em um piscar de olhos.Uma vez, quando ainda menina, meus sentimentos afloravam a quem quisesse ver. Eu gostava, sentia prazer em exibir minha felicidade. Hoje não. Hoje eu fico com ela bem quietinha, assim como tenho feito com minhas tristezas. Nunca gostei de gente que monopoliza a tristeza, que dramatiza uma história. Prefiro pensar que tudo isso, toda essa tristeza, uma hora vai embora.

Apesar de toda minha fé estar imensamente abalada, tenho certeza que existe alguém lá em cima que ainda me ouve. E se esse ano não começou tão bem, prefiro pensar que tudo isso servirá de lição.Mais: servirá de um belo aprendizado para o ano que vem, que sem duvidas será melhor, muito melhor!


"Quem procura não acha. É preciso estar distraído e não esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado"
(Caio Fernando de Abreu)

7 de mar. de 2011

O Carnaval

Acho lindo ver as escolas de samba do Rio de Janeiro desfilarem.

E esse é meu carnaval. Ficar em frente a tv acompanhando desfiles, comentários e assistir a apuração na quarta-feira de cinzas.
Aliás, assim como a Tatiane Lopatiuk, eu também adoro ouvir o “dez, nota dez”, dito pelo narrador que eu não faço a mínima idéia quem seja. Mas acho a voz tão grave e bonita que sempre fico torcendo pra alguma escola. Pura animação!

No carnaval eu também trabalho. Sim, porque todos os jornalistas trabalham no feriado. Então gostando ou não, eu vou pra avenida atrás dos homens travestidos de mulher, das crianças lindinhas fantasiadas e dos blocos carnavalescos. No fim, sempre rende algumas risadas.

O fato de eu não gostar de carnaval não faz de mim uma pessoa menos sentimental. Eu gosto de ver as pessoas dançando, brincando e se divertindo nestes quatro dias. Embora ainda ache mais produtivo ficar em casa fazendo uma comidinha gostosa (gordinha que sou!).

Anos atrás eu também gostava do carnaval de Salvador, mas hoje a Ivete Sangalo e seus companheiros tem passagem livre. Vi uma reportagem falando sobre preços de “abadás” – as camisetas que os foliões usam pra seguir atrás do trio elétrico. Cada um chega a custar em torno de R$ 1 mil. Cada folião segue no mínimo 5 trios, ou seja, uma viagem a Salvador no Carnaval sai mais caro que quinze dias de férias em uma praia bonitona do Nordeste. Haja dinheiro, e haja fôlego pra agüentar Chiclete com Banana, Cheiro de Amor e Banda Eva.

Não obrigada.

Para ser sincera, o que eu mais gosto do carnaval é saber que ao final dele estaremos mais perto da Páscoa! Ah sim, da Páscoa eu gosto. E quem não gosta? Minha família tem costume de decorar a casa na páscoa como se decora no Natal, e fica tudo tão lindinho que dá vontade de ser criança outra vez. O melhor pra mim é ir ao supermercado e comprar um monte de chocolates e docinhos gostosos e distribuir pra todo mundo! Já estou aqui pensando em qual chocolate vou querer este ano, ta bom mãe?

Mas então meus amores, é isso! Hoje aproveito meu dia de folga pra amanhã cobrir o ultimo dia de carnaval. Alá-lá-ôô!


Ao final deste post percebi que nem o desfile das escolas de samba eu assisti esse ano. Mas tá tudo certo! Nem triste eu fiquei!

1 de mar. de 2011

O blog foi pra revista!


Meus amores, voltei! Cá estou atualizando este blog que recebeu uma repaginada e ficou ainda mais lindo (modesta que sou!). E toda essa mudança deve-se a minha amiga Tainá Facó! Porque vocês sabem que eu, definitivamente, só entendo de escrever (e olhe lá!). O resto fica na mão de quem sabe! Eu só peço o favor, digo o que quero e ela dá forma a tudo!
Ficou muito bom Tainá! Eu adorei de verdade, e mais uma vez, obrigada! Sem você eu nada seria!

E esta cara nova tem um bom motivo: O Daquele Jeito virou coluna de revista!
Isso mesmo gente! Fui convidada pela Revista Page a passar de colaboradora a colunista.
Aceitei o convite com a proposta de tornar meu novo espaço uma sequência do blog, ou seja, uma continuação - de tudo o que rola aqui. Legal né!
A Page é uma revista nova, porem, cheia de boas idéias e com um conteúdo muito bacana!
Ela circula em Foz do Iguaçu (PR), Ciudad del Este (Paraguai) e em Puerto Iguazu (Argentina).
A revista é mensal e todo material é bilingue, para uma boa comunicação com
nuestros hermanos!

Já estou na revista desde a primeira edição, em dezembro do ano passado e agora a coluna ganha nome e sobrenome! (Muito chique ein)
É isso meus queridos e amados leitores! Espero que assim como eu, vocês tambem tenham gostado da idéia e passem a ler a revista - ela é mensal e a próxima edição circula a partir do dia 10 de março!

Um beijo em todos e até a próxima!

(Foto: Fotografe Studio)

20 de fev. de 2011

Para Maria Vitória


Amanhã faz 45 dias que você está no hospital. Desde então nossa vida mudou, e quem dirá a sua. No começo eram apenas algumas tardes fazendo companhia para alguém que logo sairia revigorada daquele lugar. Depois veio o susto e o medo absurdo de te perder. Você sabe que nunca senti isso não sabe?
As perdas do meu pai e do meu avô foram súbitas e me deixaram com o sentimento completo de dor.
Já a sua situação me deixou confusa, paranóica, nervosa. Da noite pro dia virei devota de todos os santos! Aprendi a rezar, ou melhor, a conversar com Deus. Acendi velas, dormi com meu escapulário, li salmos da Bíblia. E como a avó costuma dizer: Deus é pai, não é padastro. E então, depois de dez dias de UTI você voltou para o quarto.
Agora reiniciamos a batalha do dia a dia, tendo força e muita paciência.
E é claro, quem mais precisa disso nesse momento é você!
E estou certa tia, que paciência você tem. Aliás, esta sempre foi sua maior qualidade, da qual eu sempre invejei.
Alguém que não liga para filas no caixa do supermercado e congestionamento em horário do rush merece todo o meu respeito!
Por isso tia, estimule toda força e paciência que existe dentro de você. Tenho certeza que em breve você voltará pra casa, verá a Fofa, irá brincar como antes e dar aquela gargalhada gostosa de ouvir. Em breve estaremos tomando chimarrão na sala e fazendo planos para o futuro. Quem sabe não conversaremos sobre uma viagem que você e o tio merecem fazer. Afinal, quando foi a última vez que vocês viajaram?

Ontem, quando passei a tarde no hospital contigo também falei do meu desejo em comer aquela chipaguaçu que só você sabe fazer. Então fica combinado? Uma tarde de chimarrão e chipaguaçu!
Muito em breve você também ganhará seu segundo netinho. A Gil e o Tuco ainda não sabem o sexo do bebê, mas eu sonhei que seria uma menina. Quem sabe?
Aí você terá a possibilidade de vesti-la como me vestia na infância, com meia calça branca de bolinhas, sapatilhas, sainha e ‘frufrus’ nos cabelos.
É tia, muita coisa está por vir, inclusive o seu aniversário no dia 8 de março. Até la, quem sabe o Dr. Miguel libere um pedaço de bolo. Porque ficar sem sal e açúcar por muito tempo ninguém merece não é dona Maria?

Tia, saiba que dói, dói muito ver você nesse quarto. Apesar do ótimo tratamento, nada como a nossa casa, o nosso cantinho. Por isso meu amor, aguenta firme, continue melhorando e acredite em Deus! Sempre!

Ps. Tia querida, tia amada, estou morrendo de saudade. Tenho vontade de chorar todos os dias, mas não posso, sei que não posso. Sou bobona e manteiga derretida mesmo... Você está bem, está melhorando e eu vejo isso! Você vai sair dessa o mais rápido possível. Vai voltar a ativa, esbanjar saúde e viver muito! Muito mesmo!

Um beijo meu docinho!
Te amo!
Pra sempre!

16 de fev. de 2011

Vai passar

Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada "impulso vital". Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como "estou contente outra vez". Ou simplesmente "continuo", porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.

(Caio Fernando de Abreu)

13 de fev. de 2011

Estranho como pequenas coisas mexem comigo.
Acho que estou ficando velha, carente ou sentimental demais.
Assistir a um filme numa tarde chuvosa de domingo parecia a solução dos meus problemas. Mas não foi.
Enquanto assistia as cenas, sabia que o final não seria feliz. E de fato não foi.
“Tudo bem, é só um filme”, disse minha mãe.
E eu sei disso. Assim como a novela é só a novela.
Mas aquela tristeza da ficção se juntou a tristeza da realidade.
De um dia cinza, sem telefonemas, sem sorrisos, sem músicas animadas, sem uma notícia realmente boa.

Mas tudo bem, é só um filme.

1 de fev. de 2011



Às vezes me pergunto se não é melhor fechar a porta e deixar a chave bem guardada para o momento em que achar necessário sair. Melhor até pode ser. Mas quem consegue sair desse jeito? Quem consegue fechar a porta para os amigos, a família, os colegas de trabalho? Fechar a porta para a vida (?)
Quem consegue partir sem ser notada? O que eu queria era um ou dois dias de total solidão. Mas aí eu já sinto dor. Sei que não consigo ficar sozinha. Logo confundo solidão com saudade, medo, ansiedade. Nunca fiz a tarefa de casa sobre esse assunto, que até ontem não me afligia desse jeito.
Quero silêncio, mas quero alegria. A minha alegria. Aquela que toma conta ao receber uma ligação de alguém distante, aquela depois de assistir um filme dos bons ou escutar bem alto a música que eu adoro. A pura alegria de ver alguém se recuperando de qualquer problema, a alegria de uma boa noite de sono.
.
Por que, aliás, se não fosse ela, eu já nem sei onde estaria com a cabeça...