8 de jul. de 2009

Saravá, Vinicius!

"Meu Vinícius de Moraes / Não consigo te esquecer / Quanto mais o tempo passa / Mais me lembro de você / Cadê meu poetinha, cadê minha letra, cadê? / E morro neste piano / De saudades de você"
Antônio Carlos Jobim


No dia 9 de julho de 1980 o Brasil perdeu seu poetinha. Conhecido como um boêmio inveterado, fumante e apreciador do uísque, era também conhecido por ser um grande conquistador. O poetinha casou-se por nove vezes ao longo de sua vida.
Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. No campo musical, Vinicius teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell e Carlos Lyra. O ano de 1958 marcaria o início de um dos movimentos mais importantes da música brasileira, a Bossa Nova. A pedra fundamental do movimento veio com o álbum "Canção do Amor Demais", gravado pela cantora Elizeth Cardoso. Além da faixa-título, o antológico LP contava ainda com outras canções de autoria da dupla Vinicius e Tom, como "Estrada Branca", "Outra Vez" e "Chega de Saudade", em interpretações vocais intimistas.
Ao mestre Vinicius... todo meu respeito e admiração.

Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais

6 de jul. de 2009

Vi e gostei...

Final de semana com festas julinas e chuva. Estragou com tudo. Mezerê!
No sábado também foi o dia da ‘festa estranha com gente esquisita’. Realmente, eu não tava legal! (Posso com gente me olhando?). Não. Não agüento. Prefiro me retirar do recinto antes que minhas unhas comecem a me arranhar [oi?]
Sobre a festa, é aquela coisa: conhecemos o anfitrião (que por sinal, era aniversariante), o restante era povo estranho. Pra eles, nós é que éramos as estranhas. (Carol e eu fomos de bota bico fino, meia fina e vestidinho). Fomos chamadas de ‘piriguétis’ logo na entrada. (Posso?). Contei até 10... respirei, contei de novo, e disse: Vamoemboraaaajá!
Tipo, adoramos o querido dono da casa, e isso basta. Não precisamos ser encaradas por uma galera. Tem outra coisa, não sou de agradar ninguém.
Pulando de uma festa para outra, chegamos na festa JuLina (acho esse nome tão feio) de uma amiga. Lá eu comi bolo de milho, paçoca e morri pelo cachorro quente (chega de pensar que nem gorda). Só morri, não comi! (opa!)
Quando a Carol começou a enrolar a língua eu disse: ‘vambora nega!’, e ela topou.
Hoje ela me obedece! (Grazadeus). A chuva foi uma das coisas bem tristes. Estragou com as festinhas que tinha a maioria dos lugares abertos.
O sábado foi meia boca, mas domingo foi meu dia.
Acordei umas 10 horas, fiquei enrolando na cama (adoro!) e fui almoçar na vovó!
Em seguida, comecei a sessão pipoca (nem teve pipoca, teve Ruffles e Coca Cola bem gelada – me acaboooo!). Assisti um filme na globo e sai para comprar mais alguns.
Peguei um filme francês bem mequetrefe, chamado ‘Nem parece minha irmã’. Outro é o lindíssimo ‘Divã’, com Lilia Cabral, José Mayer, Reynaldo Gianecchini e Cauã Reymond no elenco. Não é apenas uma bela história. É um encontro. O filme proporciona ao espectador o elo com a própria vida, os sentimentos, sentidos, a felicidade, o amor, a nossa própria história. Ele desperta sensações e fala dos prazeres da forma mais simples e suave que existe. Lilia Cabral está perfeita. Uma mulher inspiradora, que faz crescer nas outras mulheres, a vontade de viver.
Ri e chorei durante o filme.
Ao final, cantarolei a música de encerramento... 'Tubo Bem', do Lulu Santos, na voz de Ana Carolina.
Hoje eu não consigo mais me lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de incompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
E quase
Quase nunca a vida é um balão
Mas o teu amor me cura
De uma loucura qualquer
É encostar no seu peito
E se isso for algum defeito
Por mim tudo bem
tudo bem....

É ‘ninda’ né gente?! E vale a pena assistir o filme! Lindo mesmo. Depois dele, meu domingo teve outra cor, acreditem! Eu recomendo, ainda mais com uma coca-cola bem gelada! Êh delicia!

Beijosnãomeliguem galera!

4 de jul. de 2009


Algumas situações fazem a gente desacreditar no amor.
Não sei dele, e ele não sabe de mim
O faz de conta parece ser mais bonito
Até você perceber que aquilo é fantasia
E o mundo real está te chamando.

Então você descobre que nem tudo são flores
Que ninguém é obrigado a te amar
E que você precisa cair na real.

Mundo cruel esse.
Porque gostar de alguém não é sinal algum
E tentar ser feliz pode as vezes machucar.

Tchau Alice, vou buscar meu mundo de verdade. Sem margaridas e coelhos, sem fantasias avulsas e felicidade instantânea.

2 de jul. de 2009


Tranquei meus pensamentos e fui passear em outro universo

1 de jul. de 2009

Dia 1º de julho. E chegamos a metade do ano.
Como o tempo passa, como a vida se transforma, como você muda.
Pegue uma foto de dois anos atrás e perceba as diferenças.
Revire o baú e volte as boas lembranças do passado.

Hoje eu queria um vídeo cassete.

29 de jun. de 2009


Hoje o dia amanheceu triste. As cores se apagaram e o brilho ficou para trás. A família Petters perdeu na tarde de ontem, aquela que era símbolo da união. Aquela que era o berço da família. Um exemplo de mulher, de sabedoria, de dedicação ao próximo. Perdemos ontem nossa queria Edwiges Cerutti Petters, ou como costumávamos chamar, a linda ‘Tia Edi’. Ela se foi, com a luz eterna e coração puro, do qual traçou uma vida serena ao longo dos seus 89 anos. Foi, acima de tudo, uma guerreira. Uma contadora de histórias da qual ninguém conseguirá encontrar igual.

Tia Edi nasceu na cidade de Apiúna, interior de Santa Catarina, em 1929. Mais velha dos doze filhos de José Petters e Vitória Cerutti Petters, Edwiges fugiu a regra das mulheres de sua época. Na adolescência, usava calças para ir ao trabalho, fato criticado por todas as mulheres da época, que eram obrigadas e então, acostumadas a usar somente saias. Trabalhou com seu pai durante adolescência e vida adulta. Não se casou. Preferiu trabalhar e criar os sobrinhos. Mais tarde, trabalhou na enfermaria de um Hospital em Apiúna, do qual seus sobrinhos recordam de diversos momentos em que a ‘Dona Edi’ tratava dos pacientes como uma médica. Talvez a experiência de um profissional não se comparasse ao carinho e atenção que ela dedicava aos enfermos. Anos mais tarde, Tia Edi se aposentou e cuidava de sua casa.

A casa da qual todos os parentes (afirmo com convicção) lembram-se do cheiro, das batidas do relógio e do barulho das pisadas no chão de madeira. A casa na qual a família toda se reunia aos domingos ao redor da mesa. Em uma ocasião, chegamos a contar mais de vinte mulheres! (Nossa família é repleta de belas tias e primas!). Os homens se espalharam nas cadeiras de balanço e outros locais da casa. A mesa era farta. Deliciosos pratos, e sobremesas maravilhosas. Ai que saudade da minha infância.


Lembro de uma ocasião em que eu e Tia Edi ficamos sozinhas na cozinha. Ela pediu pra eu alcançar um porta retrato, onde havia a fotografia de seu pai, meu bisavô. “Este era o papai”, ela dizia. A doçura dela em citar seus pais como ‘mamãe e papai’ era o que me bastava para uma grande história. Aquele dia ela falou de trens, de carros, de crescimento de cidades. Eu era muito nova, e não lembro exatamente de cada detalhe. Mas me sobram lembranças de como ela era exata em suas memórias. No auge de seus 70 e poucos anos, ela dizia datas e anos perfeitamente. Habilidade que foi transmitida para minha avó, Leonita Petters, que tem uma memória infalível para datas de aniversário, por exemplo.

Tia Edi tinha a capacidade de encantar a todos. Dona de um jeito simples, mas sempre engajado, com ar de mulher madura e responsável, ela fazia alegria de todos aqueles que estavam a sua volta. Criou, junto com seus irmãos e irmãs, dezenas de sobrinhos, dos quais ela considerava como filhos, e defendia com unhas e dentes. Laércio e Lílian eram alguns deles.
Minha prima Lílian, que é farmacêutica e psicóloga é quem tomava conta da Tia. Depois que sua irmã mais próxima se foi (Tia Nute), ela se mudou para a casa de Lílian, onde recebia mais do que um tratamento especial. Era amada, e isso sempre bastou para ela.

Eles eram em doze, e hoje são apenas cinco (Alceni, Darci, Nestor, Ataliba e Leonita). Mas a família ainda é grande e as histórias não param por aí. Crescemos com nossos pais e avós contando sobre a vida. Minha avó nunca se cansou de contar os dias de trabalho na roça, e de elogiar a irmã, que criara também os demais irmãos. Quando minha avozinha nasceu, Tia Edi já tinha 18 anos, e ajudou, junto com a nona, a criar a grande prole.

Acreditávamos que Tia Edi seria eterna. E hoje eu penso que ela é. Pois está guardada, para sempre em nossos corações.

Ela se foi e deixa uma família inteira chorando de saudade. Mas temos a certeza de que Edwiges Cerutti Petters cumpriu com seu papel nesta terra.

Vá em paz tia! Que Deus te abençoe!

28 de jun. de 2009

Iaiá, se eu peco é na vontade
de ter um amor de verdade.
Pois é que assim, em ti, eu me atirei
e fui te encontrar
pra ver que eu me enganei.

Depois de ter vivido o óbvio utópico
te beijar
e de ter brincado sobre a sinceridade
e dizer quase tudo quanto fosse natural
Eu fui praí te ver, te dizer:

Deixa ser.
Como será quando a gente se encontrar ?
No pé, o céu de um parque a nos testemunhar.
Deixa ser como será!
Eu vou sem me preocupar.
E crer pra ver o quanto eu posso adivinhar.

De perto eu não quis ver
que toda a anunciação era vã.
Fui saber tão longe
mesmo você viu antes de mim
que eu te olhando via uma outra mulher.
E agora o que sobrou:
Um filme no close pro fim.

Num retrato-falado eu fichado
exposto em diagnóstico.
Especialistas analisam e sentenciam:
Oh, não!

Deixa ser como será.
Tudo posto em seu lugar.
Então tentar prever serviu pra eu me enganar.

Retrato pra Iáiá - Los Hermanos

25 de jun. de 2009

Deu pra ti baixo astral!

Tanta coisa acontecendo e tantos 'nadas' para escrever. Abri o word pelo menos três vezes, escrevi coisas bem diferentes, e no final, deletei tudo. Um texto era longo demais e pouco interessante. Outro era deprimente, e alguns dos 'testes' só escrevi futilidades. ôhminhasenhoradaspessoasseminspiração!. Mas para não haver reclamações, cá estoy. Não muito animada, mas isso se resolve. Resolve mesmo.

Ps. Assistindo Senhora do Destino (Vale a pena ver de novo), me deu saudade de Porto Alegre. Ôh cidade linda! ôh povo querido! ôh cerveja boa [pinguça]! Bueno... para lembrar dos dias que passei lá, nada melhor do que o bom Mário Quintana.


O milagre não é dar vida ao corpo extinto,
Ou luz ao cego, ou eloqüência ao mudo...
Nem mudar água pura em vinho tinto...
Milagre é acreditarem nisso tudo!


(Essa foto é o quarto de Quintana - a reprodução dele - no antigo Hotel Majestic, atualmente a CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA)

20 de jun. de 2009

quero assim, de um jeito assim, sempre assim...

18 de jun. de 2009

PASMEMMMM: Diploma de jornalista não será mais obrigatório

Decisão do STF não acabou com o curso superior de jornalismo, apenas com a exigência do diploma

A decisão do Supremo Tribunal Federal não acabou com o curso superior de jornalismo, apenas com a exigência do diploma. Por isso, as empresas de comunicação é que vão decidir se dispensam ou não o diploma na hora de contratar.

Quarenta anos depois de criado, o diploma de jornalista não é mais obrigatório. A decisão do Supremo Tribunal Federal libera as empresas de comunicação para contratar profissionais de outras áreas ou mesmo sem formação superior. O ministro-relator comparou o jornalista a um cozinheiro: para ser bom, não precisa ter diploma.

“Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado em uma faculdade de culinária, o que não legitima o estado a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nesta área”, defendeu o relator Gilmar Mendes.

Só um ministro votou pela exigência do diploma: o ministro Marco Aurélio Mello: “O jornalista deve ter uma formação básica que viabilize a atividade profissional que repercute na vida dos cidadãos em geral”.

O principal argumento dos ministros é que a exigência do diploma de jornalismo limita a liberdade de expressão. Uma garantia que a Constituição dá a todos e que não poderia beneficiar só os jornalistas, na avaliação do tribunal.

“A comunicação de ideias, do pensamento, hão de ser livres, permanentemente livres, essencialmente livres, sempre livres”, apontou Celso de Mello.

A decisão não acaba com o diploma, só com a exigência dele. Os cursos de jornalismo não serão extintos, as empresas de comunicação é que vão definir os critérios para contratar os profissionais. Se quiserem, podem continuar a exigir o diploma de jornalismo.

“A decisão do Supremo significa um golpe muito grande na qualidade da informação jornalística, um golpe na valorização da nossa categoria no Brasil”, destacou o presidente da Fenaj Sergio Murillo de Andrade.

Para algumas associações que representam empresas de comunicação, o diploma não será descartado.

“A grande massa dos trabalhadores dos meios de comunicação tem formação superior em jornalismo e vai continuar tendo”, afirmou o diretor da ANJ Paulo Tonet Camargo.

“O diploma de jornalismo é importante, em alguns casos, fundamental, para o exercício da profissão de um repórter, de um editor, de um secretário e até mesmo de um diretor de redação. As funções como comentarista político, econômico ou esportista é que, no nosso entendimento, não necessitarão desse pré-requisito do diploma”, diferenciou o presidente da Abert Daniel Pimentel.

Esta é a segunda decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal na área de comunicação. Em abril, os ministros revogaram a Lei de Imprensa, editada durante a ditadura militar.

SIM MINHA GENTE, É MUITA IGNORÂNCIA.
RESUMO MEUS SENTIMENTOS A UM 'VAI SE FUDER STF' BEM GRANDE!