16/01/2012

Acreditar, esta é a palavra!


Muitos de nós tem aquele terrível defeito de por inúmeras vezes não TENTAR, ARRISCAR, DAR A CARA A TAPAS, como diz o bom e velho ditado.

Não sei porque e realmente não entendo de onde veio esse costume-mania que nos assombra e por vezes nos faz desistir daquilo que queremos.

Eu mesma vivi anos encurralada neste espaço das “certezas” absolutas. Arriscar não era pra mim, não para os capricornianos corretos, organizados e seguros.

Quanta besteira...

Analisei todas as minhas possibilidades de sucesso, certezas, incertezas e decidi dar ouvidos a minha mãe.

- O máximo que você pode ganhar é um NÃO, dizia ela.

Minha mãe estava certa, e enganada ao mesmo tempo... Porque em muitos casos a falta de resposta é o que te apresentam. A ausência de um sim ou não corrói a gente por dentro e muitas vezes, também nos faz desistir.

Leia-se: Eu disse "muitas vezes", isso significa: Nem sempre.

E neste aspecto, me joguei de novo, com todas as certezas em mim, com a coragem que ninguém mais poderia ter, apenas eu. Era uma garota jogada ao mundo, em uma cidade grande, sem conhecer nada, com poucos amigos e a saudade de casa. Mas aquela era a minha chance. A minha vez de tentar, de arriscar, como nunca tinha feito.

Centralizei meus pensamentos e minha vontade. Fui atrás, bati de porta em porta, corri atrás dos empregos possíveis e impossíveis, conversei com pessoas influentes, fiz entrevistas, testes. Tudo porque eu deveria tentar. Sempre.

Por meses seguidos, minha rotina resumia-se a tentar. E foi o que fiz, incansavelmente. Depois de todo esse tempo, me restou a espera. A espera de que um dia meus desejos sejam realizados – e não como uma mágica da lâmpada – mas com o meu esforço e a minha vontade de conseguir.

E quando alguém me pergunta se deu certo. Eu digo: deu sim!

Tudo o que me propus a fazer deu realmente certo. Eu fiz o que deveria ser feito.

Agora a minha espera não será em vão. Sei que cumpri com o dever de casa, e continuarei, sempre em busca daquilo que acredito.

1 comentários:

André Crevilaro disse...

Muito bom, acredito nessa filosofia!