26 de ago de 2010

Comer, Rezar e Amar


Talvez você até encontre essa obra entre as sessões de auto-ajuda de uma livraria qualquer. Mas atenção! Como diz o ditado: As aparências enganam! ‘Comer Rezar e Amar’ vai além do que muitos definem como superação. Iniciei a leitura por recomendação de uma amiga escritora e logo nas primeiras páginas me deliciei com o humor e o drama de Elizabeth Gilbert, a “Liz”. 
O livro conta a história real desta escritora/personagem que resolve abandonar a rotineira vida e cair no mundo em busca do equilíbrio. Liz escolheu a Itália, a Índia e a Indonésia para morar durante um ano (4 meses em cada país). 
Como sugere o próprio título, na Itália ela comeu, na Índia ela rezou e na Indonésia (mais especificamente, em Bali), ela amou. O principio da história pode até se assemelhar como auto-ajuda, já que Liz enfrenta o fim do casamento, o divórcio e uma vida de romances mal sucedidos.
Farta da mesmice e à procura da serenidade, ela embarca em uma história linda e encantadora rumo ao seu próprio destino, a sua própria felicidade.
Mais do que descrever lugares e pessoas em uma narrativa gostosa e envolvente, a escritora conta sua história real – que em muitos aspectos se confunde com as nossas próprias vidas. O mais delicioso deste livro – pelo menos pra mim – foi redescobrir os valores da fé. A obra não faz apologia a determinada religião e tão pouco discute sobre isso.
Ela apenas ensina a olhar com mais atenção, a acariciar os sentimentos, a pensar com o coração, a redescobrir as poesias.
Ela nos mostra um Ser tão poderoso e fala do amor de uma maneira tão singela que te faz sorrir a cada página.
Comer, Rezar e Amar, sem dúvida, entrou para a lista dos meus livros de cabeceira. Li as 342 páginas com tanto gosto e “apetite” que tudo o que tenho a fazer é indicá-lo a todos que apreciam uma boa viagem!

Ps. Costumo dizer que ‘Comer, Rezar e Amar’ é um livro feminino. Não quero ser preconceituosa e não sou absolutamente contra a leitura do público masculino. Quero apenas ressaltar que muitas das questões citadas no livro apenas uma mulher poderá entender. 

Trechos do livro:

“Deus reage às preces sagradas e aos esforços dos seres humanos qualquer que seja a maneira como os mortais decidirem venerá-lo – contanto que as preces sejam sinceras”

“Se me deixassem comer o pão deste lugar
Servido em um leito de ninhos de pássaros
Eu comeria só metade do prato
E depois passaria a noite inteira dormindo no resto”

“O descontentamento humano é um simples caso de identidade equivocada”

“Os ingredientes tanto da escuridão quanto da luz estão igualmente presentes em todos nós; cabe ao individuo decidir o que irá prevalecer – as virtudes ou a malevolência”

“Já chega querida, venha para minha cama agora. E eu fui”

22 de ago de 2010

Hoje bateu saudade dos velhos tempos.
Das alegrias, dos sorrisos e da felicidade nada contida.
Se hoje o que me resta é lembrar, faço isso com bom juizo de menina.
Olhos melancólicos falam por mim.

19 de ago de 2010

15 de ago de 2010

Fuga!


Sabe o que é? Ando cansada de muitas coisas. De pessoas, atitudes, lugares e de alguns dias da semana também. Antes, minha briga era com o relógio, que corria tão depressa. Hoje falo sobre os dias que vão embora a passos de tartaruga.
Estar aqui é muito bom, mas um dia cansa! Cansa estar sentada todos os dias da semana na mesma cadeira. Cansa ouvir a mesma música sempre que penso em alguém. Cansa vestir as mesmas roupas. Cansa entrar no orkut e no twitter.   Cansa ver a cara de pau de uns e a arrogância de outros. Cansa ser simpática. 
 Aí eu preciso ouvir que só tenho 22 anos e muita coisa pra viver. Tá bom, já sei! Mas se eu quiser viver tudo agora? E se não estiver satisfeita com o vai e vem dessa vida? E se de repente eu fizer uma loucura, dessas que a gente só se arrepende anos mais tarde? Alguém me impede? [Mãe??]
 Acho que não teria tanta coragem quanto afirmo ter. Na verdade essa é uma das minhas maiores contradições. Digo ser a pessoa mais forte do mundo, bato no peito e grito bem alto. Mas aí vêm os encontros, as despedidas e todas essas situações que me engolem num mundinho tão pequeno.
Uma vez você disse que eu era corajosa demais e não sabia como eu agüentava tudo isso. Mas na verdade, o forte era você, por me ouvir todos os dias e agüentar esse coração maluco.

Tenho todos os medos possíveis, mas também tenho toda a felicidade, guardada para os poucos e bons.

10 de ago de 2010

Gostar de alguém é função do coração, mas esquecer, não. É tarefa da nossa cabecinha, que aliás é nossa em termos: tem alguma coisa lá dentro que age por conta própria, sem dar satisfação. Quem dera um esforço de conscientização resolvesse o assunto (...)

Marta Medeiros

8 de ago de 2010

Uma vez, após muito insistirem as amigas e a manicure, resolvi abrir mão da francesinha e pintar as unhas dos pés de vermelho paixão. Minha manicure avisou que eu demoraria um pouco a me acostumar com a nova cor - já que nos últimos dez anos eu só pintava com cores claras - mas que logo eu acharia linda e jamais trocaria de esmalte.Passado o primeiro dia eu ainda estava crente que aquele não era um bom negócio.
Esperei a previsão da manicure, e nada.
Um, dois, três dias e a cada vez que olhava meus dedinhos acreditava estar vendo o caos! Comecei a usar somente calçado fechado até o próximo encontro para a troca de esmalte. Uma semana! Fim da linha! Não dá, não agüento. Acho feio, estranho e com aspecto de sujo um pé com as unhas pintadas de vermelho. – Esquece Rose! ‘Táca’ o francesinha mesmo!

A situação do esmalte vai na direção da minha doce e confusa rotina.
Resolvi ser a cor vermelha por alguns dias para ver se me adaptava a uma nova forma de ver a vida.
De repente, pensei, era hora de mudar!
Passaram-se os dias e eu continuava como o cachorro que caiu do caminhão de mudança. Onde eu estava e como tinha ido parar ali? Me sentia estranha, diferente, e não era para menos. Aquela NÃO ERA EU.
Depois de muito pensar sobre este mundo cheio de cores, alegrias, angustias pessoas e perguntas, descobri que nem toda a mudança é positiva ou vem para o nosso bem. Às vezes não é a hora ou talvez esta mudança nunca aconteça pelo simples fato de não precisar acontecer. E caso um dia ela precise aparecer, tenho a certeza de que chegará calmamente, como num aconchego de abraço apertado. 

E hoje meus amores, eu nasci francesinha!