31 de mar de 2010

"Mas, o que eu não sabia, é que às vezes é necessário partir para ficar, se despedir para sorrir, esquecer para lembrar e ser indiferente para perceber que fez a diferença. Partir para sentir-se amado, partir para amar, partir para recomeçar com quem sempre esteve próximo e por ter estado próximo demais, não enxergávamos..."

Vera Vilma

29 de mar de 2010

Intensidade

Um brilho, um abraço, um giro e uma canção. A liberdade era estar presa aquele presente, aquele instante, aquele lugar. Então, com olhos de menino, o dia me convidou para passear. Não existia mais nada. Era um ‘eu’ reencontrado a cada passo, a cada movimento. Pensei por um momento ser a pessoa mais feliz do mundo, e descobri, através de um sorriso irradiante, que sou a mais feliz. E todo aquele sentimento não era porque havia ao meu lado alguém com quem eu poderia conversar horas e horas. Era a intensidade que falava, a força da expressão, a pureza, a criatividade, a alegria. A doçura de vidas aliadas a sorrisos e gargalhadas. Tenho pra mim que a sensação de felicidade vem daí, dessa alegria boba de ver a vida com bons olhos. Da letra da música, do toque, do olhar, das novas experiências, da dedicação, do cuidado, do aconchego, do beijo.
Hoje, ela mora aqui, mais perto do que se imagina.

Deus está em férias

O que eu gostaria que acontecesse:

Que em todas as manhãs de domingo chovesse... para eu dormir melhor,
Que os celulares ficassem mudos... Apenas chegassem as necessárias chamadas... (ah, que aprendessem a desligar o aparelho nas sessões de cinema e teatro!!!)
Que todos conseguissem amigos reais... para rir e chorar,
As guerras... Que as guerras continuassem – aquelas que fazíamos com os travesseiros na infância,
Que todos passassem mal se não lessem poemas, romances ou novelas a cada seis horas,
Que nossos trabalhos fossem prazerosos e recompensadores,
Que fôssemos como o menino de um conto de Eduardo Galeano, quando faz toda uma travessia de trem e a pé com o pai dele para conhecer o mar; atravessando as dunas, sente espanto e medo da grandiosidade do que faz barulho atrás das areias, da imensidão das águas que conhecerá. Então pede que o pai lhe dê a mão para que o ajude a “ver” melhor,
Que nossos mortos queridos viessem nos abraçar e contar algo engraçado do “lado de lá”,
Que pudéssemos ficar em silêncio sem fazer absolutamente nada... (não quero!)
Que todas as pessoas frustradas e maldosamente invejosas fossem levadas para bem longe por um tornado... (essas não precisam mandar notícias, mesmo!)
Que todos soubessem sorrir, sorrir, sorrir... enfim, gargalhar!
Que houvesse explicação para aquilo que não sabemos compreender,
Que o ato mais violento a existir fosse o de uma mãe parindo,
Que cada pessoa apreciasse o talento que, de fato, tem...
Que os outros percebessem que fazemos bobagens, e não maldades,
Que todos aprendessem a dizer “bom dia”, “boa tarde”, “com licença”, “desculpe-me”, “por favor”, “venha cá e me dê um abraço”...
Que sempre houvesse um pé de café florindo,
Que a lua, não raro, testemunhasse o beijo dos amantes,
Que houvesse sexo apenas entre os que sentem o verdadeiro e profundo desejo... E que o gozo não fosse a morte desse desejo,
Todos aqueles que ainda não se apaixonaram, pudessem sentir isso de forma grandiosa... (haveria menos recalcados!)
Que só interpretássemos aquilo que conhecemos, já que só conhecemos aquilo que vivemos,
Obviamente não negando a morte, mas que a doença que maltrata a tantos tivesse cura... E todos, então, falassem, jocosamente, com o convalescente que fora apenas um susto... já passou!
Que a velhice tivesse menos “ose” e “ite”: esclerose, trombose, artrite...
E que, quando morrêssemos, fôssemos transformados em pássaros ou em estrelas – para cantar nas manhãs de domingo com chuva ou para brilhar junto com Deus... lá de cima, assim que Ele voltasse das férias.

O texto é do meu amigo, professor e escritor Roberto Medina.

25 de mar de 2010

Sábado tem Nevilton no Zeppelin

O Nevilton é um cara de nome estranho que toca com outros dois malucos e fazem um som tão estranho quanto seu nome, e shows tão dançantes e divertidos quanto nem se imagina!
Em quase três anos de banda se apresentaram em lugares que vão de Porto Alegre à João Pessoa, rodaram milhares de quilômetros levando sua música e contagiando toda a turma por onde passam.

Já fizeram alguns shows em Foz do Iguaçu e, com certeza, alguns dos mais catárticos e agitados que já passaram por aqui... Neste sábado, dia 27, estarão na área novamente, e aqui deixo minha sugestão e convite: vá se divertir loucuras com o Nevilton no Zeppelin Old Bar!!!


23 de mar de 2010

Não era amor

…Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando á pé pra casa, avariada.

Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Telvez este seja o ponto. Talvez eu Não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem sequelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara. Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.

Não era amor,era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor!

Martha Medeiros

20 de mar de 2010

Para um dia de chuva: eis a receita!
Os biscoitinhos ganhei da Andréa, uma querida que me presenteou com uma lata personalizada [porta-objetos] recheada de bolachinhas amantegadas.O café é da vovó, e a foto vai em homenagem ao Lep, que com certeza deve ter babadoooo! haha
Bom final de semana!:*

19 de mar de 2010

"Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação".

Clarice Lispector

17 de mar de 2010


Não escrevo para ser entendida. Mas para compreender. Me compreender. Porque é tão difícil ser fiel as palavras? As vezes elas me faltam. Outras vezes, insistem em aparecer. Mas aparecem confusas, sem eira nem beira. Era melhor se ficassem quietas, caladas e trancadas no armário. Hoje é dia de não pensar nas palavras, nas frases, nas conjugações perfeitas. Fico com o silêncio, aquele dos pensamentos bonitos e das poesias cantaroladas. Só hoje, tá bem?.

15 de mar de 2010

O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.

13 de mar de 2010

Homem bonito é igual bolo de aniversário de criança.
Por fora, a coisa mais linda e deliciosa do mundo.
Por dentro um pêssego seco com chantily!



Ps.Bom mesmo é homem brigadeiro!
hauahauahuahauah

gentem, não liguem para minhas idiotices! é a chuva!

11 de mar de 2010

FÉ EM DEUS QUE ELE É JUSTO!

8 de mar de 2010

Fiz um twitter. Me rendi as novas mídias que estão gritando como loucas.
Ainda não vi muita graça e se quer comentários proveitosos. Achei um tanto quanto dispensável da minha vida. Mas vamos esperar pra ver. Muitas pessoas me disseram que ainda vou entender o propósito da coisa.
Por hoje é só pessoal!

beijos e abraços!

5 de mar de 2010

Moda, moda, modinha!


Nunca fui completamente ligada à moda, marcas e coleções. Apesar de gostar e achar interessante, não sou de buscar por nomes de estilistas, valores e tendências quando entro em uma loja. Aliás, não entro em lojas de grife. Vou sempre no mais barato, no popular, no brechó e adoro bazar! Por sinal, eu e algumas amigas organizamos pelo menos três bazares ao ano, e olha que já consegui muita coisa boa a preços irrisórios,
tipo R$ 5 ou R$ 10.

A opção por roupas mais simples vem desde a infância. Nunca gostei de muito colorido, listrado ou estampas gritantes. Sempre preferi o neutro ao extravagante. Então o tempo passou e por muito tempo tentei definir meu estilo. Como não consegui, a opção foi fuçar os sites de moda e tentar encontrar alguma coisa. Definitivamente, acabei desistindo e optando por me auto-descrever.

Sou assim: bem simples, casual, básica.
Batom é coisa rara e maquiagem carregada só a noite.
Salto alto me deixa mais bonita, mas eu não agüento por muito tempo. Gosto de roupas discretas e blusas mais largas. Digo até que curto um ‘despojado’ chic, com ombros de fora. Ah sim, ombros de fora está mais do que bom. Barriga de fora (mesmo sarada) é a treva! Peitos de fora então nem se fala.
Decotes precisam ser discretos.
As pessoas confundem sensualidade com vulgaridade.

Mas voltando a moda e ao assunto que interessa, fiz essa semana uma matéria sobre a coleção outono-inverno 2010 e tive uma surpresa. A nova coleção é completamente a minha cara! Do pouco que pude ler e ouvir a respeito, tive a sensação de estar apaixonada por isso. [É agora que eu pego gosto pela coisa! ]

Para resumir, a moda deste inverno é inspirada no rock e nos anos 80. Tudo que tiver preto, branco e cinza ta valendo. Botas cano longo, vestidos curtos tomara que caia ou com mangas compridas, meia calça, jeans justo e rasgado, jaquetas jeans e de couro estilo motoqueiro, minisaias, camisetas soltas com frases e estampas florais, calças e bolsas em couro, e muitas, mas muitas tachinhas!

Fiquei tão animada com isso que ontem mesmo me meti na Riachuelo. Toda a coleção é linda e eu quase fiquei doida com tanta coisa bonita e poucos crédito$ para consumir. No fim, comprei três blusinhas e um sapato preto maravilhoso [já namorava ele].
É tão gostoso comprar coisinhas!
Eu me realizo, haha.

Ta bom, para muitos pode não interessar a postagem de hoje, mas para mim é muito legal! Primeiro, por eu começar a entender [um pouco] sobre moda, segundo por deixar meu guarda roupa mais bonito e terceiro, por estar feliz com as minhas comprinhas!

4 de mar de 2010


'Perdoem o silêncio, o sono, a rispidez, a solidão.
Está ficando tarde,
e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito.
É muito difícil ficar adulto'.

Caio Fernando Abreu