30 de dez de 2009

Salve, Salve 2010



Seria muito clichê terminar o ano com historinhas de réveillon e desejos de prosperidade para 2010. Prefiro descrever alguns pensamentos (os meus pensamentos) válidos para quem estiver interessado em ler.

É bem simples; temos 365 dias para fazer o que existe de melhor, mas muitos se esquecem disso. Não percebem a chance de estar na terra e ainda ter em volta familiares, amigos e pessoas divertidas.
Estar aqui pode ser mais e melhor do que você imagina. Tenho plena convicção de que podemos fazer aquilo que temos vontade, basta correr atrás do que realmente te faz feliz. Basta ter fé.

Eu sou apenas uma coisinha que venceu a corrida e hoje está aqui, escrevendo essas palavras que certamente você já leu em algum lugar. De qualquer forma, não custa nada ler de novo e lembrar da importância dos anos... Do passar dos anos. Do que você tem feito da sua vida. De como pode ser mais feliz se abrir um sorriso pra vizinha da frente, do quanto pode ser mais feliz segurando as sacolas de mercado para a velhinha, e principalmente, do quanto pode ser MAIS feliz acreditando em você mesmo.

Para entrar 2010 com o pé direito, vale pensar positivo! Vale mesmo!
Nada substitui a boa roupa branca e o coração em paz.
Que esta energia boa, de esperança, fraternidade, compaixão e alegria se espalhe por todo o mundo. E eu torço, do fundo do coração, para que os piores sejam os melhores, para que os preguiçosos nos surpreendam e para que os bons sejam ótimos! Assim, quem sabe, poderemos ter um ano cheio de saúde, diversão, dinheiro no bolso e um pouco de sabedoria, já que isso não faz mal a ninguém.

Paz e bem!
Feliz ano novo!!

18 de dez de 2009


Hoje me despedi daquele que foi o melhor cão do mundo. Meu amigão!


Aos 12 anos, o Xulim foi pro andar de cima – o Céu dos cachorros - , onde com certeza encontrará muitas moitas para fazer xixi e muitos ossos para roer.

Com certeza ele encontrará pessoas queridas que cuidarão dele como eu e o pessoal aqui de casa cuidou.

O Xulim cumpriu sua vida canina aqui na terra, e fez com que uma família inteira fosse feliz todos os dias.

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O Xulim foi meu presente de 9 anos. Ele veio um mês depois da data, o que já me deixou aflita. Lembro que perguntava todos os dias pra minha mãe quando ele viria.

E de repente, quando eu já estava mais calma, ele surgiu. Enroladinho num pano e no colo da minha tia, vi pela primeira vez o rostinho dele. Era literalmente uma bolinha de algodão. Nunca tinha visto um poodle preto e branco.

Ele era lindo demais!

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Desde que chegou a casa, o Xulim recebeu todos os mimos possíveis, e foi assim todos os dias. Ele não só ganhava carninha com ração, como comia tudo o que queria. Se me pedisse brigadeiro, eu dava. Se pedisse chiclete, eu dava, e assim era a vida, simples e feliz!

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Foi ele que acompanhou minhas alegrias, minhas tristezas, e estava sempre ali, olhando pra mim com aqueles olhinhos pequenos. O meu Xulim era meio que um vira-lata desnaturado. Gostava de se esfregar na grama assim que tomava banho, corria sem parar toda vez que brincava com alguém (síndrome do pânico talvez), latia sempre pra qualquer pessoa – adorava dar uma de dono da casa.

Era ele também quem me esperava todos os dias da escola, da faculdade e do trabalho.

Ele sabia a hora certa de empinar o focinho no portão e esperar minha chegada.

Sempre fui muito bem recepcionada por ele, e não importava o que tivesse acontecido, com o Xulim pulando em mim, todos os problemas deixavam de existir.

...

Mais importante do que qualquer história que eu contar aqui, é saber que o Xulim nunca se importou com a minha classe social e a roupa que eu usava. Ele nunca me tratou diferente, independente do acontecimento.

Ele sempre foi fiel e leal aos seus sentimentos.

Ele me agüentou todos os dias, de bom ou mal humor.

Ele foi sim, o melhor cão do mundo.

Tenho certeza de que estes 12 anos em que vivemos juntos foram os melhores e mais felizes da minha vida.

Já sinto sua falta amigão.

Eu, o Lipe, a mãe e a Thayná.


Te amo, e você sabe disso!

17 de dez de 2009

Anjos


Quando era pequena, minha mãe me ensinou um versinho de oração.
Ele dizia: “Meu anjinho, meu bom amiguinho, me leve sempre para o bom caminho”. Ela também ensinou a rezar para o anjo da guarda todos os dias, e quando algum problema acontecesse, o bom mesmo era acender uma vela, fechar os olhos e pedir em silêncio.

A história dos anjos foi sempre tão forte na minha vida que há alguns anos resolvi tatuar dois nas minhas costas, em sinal de proteção. Eles ficam ao lado das três estrelas, que representam meu pai, minha mãe e minha irmã.

Gosto desta beleza que são os anjos, deste poder imenso e constante.
Às vezes, quando fecho os olhos e preciso pedir proteção, sinto como se estivesse sendo abraçada por alguém. É como se eles realmente me escutassem, e ainda respondessem instantaneamente.

Isso é coisa minha, e digo: eles não são assim para todos. Só para quem realmente deseja e confia.

Em dias como hoje, quando eu queria que muitas pessoas explodissem, prefiro pensar que meu anjo está agindo e com certeza me levará para um caminho bem melhor do que este.
Um caminho de pessoas leais, verdadeiras, corretas, e acima de tudo, HUMANAS!


A humanidade me assusta*

9 de dez de 2009

O tempo.


Ele sempre me chamou muita atenção.

Dar significado ao tempo é algo um tanto quanto irracional. Ele existe, sim. Mas aonde? Quando? Como?
Já parou pra pensar que enquanto alguém baba na fronha do sofá da sala, outra pessoa, do outro lado do mundo, faz algo super produtivo, como andar de bicicleta?
As vezes tenho a impressão de ver o tempo passar pelas minhas mãos, como algo sem controle. E essa sensação de que “nada pode voltar” é o que me aflige.
Não gosto quando as pessoas utilizam o tempo como resposta aos problemas. “Dar tempo ao tempo”, como costumam dizer, nem sempre é o melhor remédio.
Ele é sim um excelente aliviador de tensões, mas nem por isso faz com que a gente esqueça sentimentos. Estes fortes e intensos não se apagam nunca, independente do tempo.
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A questão de não saber controlar é mesmo bastante complicado, e na maioria das vezes vejo os dias passarem pela janela, sem muito êxtase ou glamour.
Talvez eu esteja esperando, mas o que?
Talvez seja a hora de saltar a um novo rumo, um novo destino...
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Deixa vai, com certeza ele sabe o que faz.

Ps.: chega o final de ano, e aquela melancolia mais uma vez toma conta.
Será que só eu fico assim?


Tá sim, tudo bem.

4 de dez de 2009


Minha preguiça é tanta que as vezes prefiro não existir.
Calma lá, não estou com pensamentos suicidas, tão pouco estou depressiva. Vivo apenas num momento em que me tirar do sofá é tarefa para os fortes.
Tenho a sensação de ter levado uma porrada, ou então tomado suco de maracujá por toda uma vida. Juro!
Não tenho vontade de trabalhar, de ler, e me falta muita, mas muita inspiração.
Por isso mesmo,estou em falta com o blog.

Não vejo a hora das férias chegarem, de poder ver o mar e pensar bastante neste ano e na minha vida.


"Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre"
Clarice Lispector