28 de set de 2009

A sorte amanheceu assim: 'O grande prazer da vida é fazer o impossível'.
E hoje, eu acho que faço o impossível todos os dias.

Antes, acreditava que o impossível era por exemplo, mudar alguém, o comportamento, a forma de agir das pessoas. Mas descobri que personalidades não se mudam, apenas se modelam. E isso acontece por conta própria, não com a ajuda de terceiros.

Então este novo 'impossível' se encaixa nos meus próprios medos. Na minha insegurança em fazer algo e depois conseguir ver aquilo pronto. Todo o dia matando um leão. Todo dia descobrindo coisas novas. Todo dia escrevendo a vida.
Partes da minha profissao também revelam meu 'eu' inseguro. Aquele que as vezes precisa de um empurraozinho, ou de um simples abraço de "vamos lá, vai dar certo".
E ainda que isso não aconteça todos os dias (abracinhos), eu me descubro, em pequenas curiosidades. Algumas vezes me irrito em não conseguir exatamente o que eu queria. Em outras, me impressiono com o resultado. O fato é, que conseguindo ou não, eu estou tentando. SEMPRE. e não me assusto com o 'não'. Ele apenas faz parte desse meu mundo 'impossível' de todos os dias.

26 de set de 2009

Mulher é mulher



Passei a noite sonhando que estava grávida! (Jesuismariajosé!). Não, não estou e a idéia existe, mas para daqui alguns anos. Quero antes estudar, viajar um pouco e daí então ter meus picurruxos. Ah sim, porque eu quero dois. Não importa se for um casal, dois filhos ou duas filhas. Meus planos são para dois babys – um de cada vez é claro.
Mas então, sonhei que estava com uma barrigona – deveria estar com uns 6 meses. Não lembro de estar linda. Ao contrário, estava gorda, inchada e me sentindo cansada. No sonho, estava com duas amigas. Uma era a Carol, minha vizinha, a outra eu não lembro. Só sei que para levantar do sofá eu precisava de ajuda! Ai gente! Fique com medo agora. Ta bom que ser mãe é lindo, maravilhoso, fantástico. Mas porque a gente precisa virar num bujão? Ainda mais eu, que já sou gordinha e corro um sério risco de quase ficar obesa (não é exagero!)

Então acordei e pensei: É hora de fazer um regime. Sim, porque eu já estou acima do meu peso (óh céus). Eu odeio dizer quanto eu peso, as pessoas podem se assustar. Então me reservo a isso Ok!? Mas então... não é difícil de perder. Só dar uma andadinha na esteira e na bicicleta que estão lá paradas na garagem e controlar a alimentação.
E quem diz que eu faço isso? Chego em casa do trabalho e me jogo na cama pra assistir Vale a Pena Ver De Novo. Daí até as 10 horas da noite, me divido entre folhear minhas revistas, criar coragem para terminar um livro chato (se começou, termina) e abrir inúmeras vezes a porta da geladeira. Ah claro! Sem esquecer os preparos da janta.

Isso porque durante os quatro anos em que trabalhava o dia todo e fazia faculdade a noite, me restavam as coxinhas e pastéis da cantina. (Ainda assim, eu era mais magra!ôh céus!). Ta bom, não estou depressiva e nem tão desesperada, como pode parecer. Se estivesse, já teria fechado a boca, mas eu continuo comendo. Mas é sério, vou começar um exercício físico, hoje! Vivo colocando motivos para eu não caminhar na esteira. E um deles é eu trabalhar das 8 as 14 horas. Almoço só às duas da tarde! Qual o melhor horário então, para começar os exercícios? Quantas horas eu preciso esperar para fazer a digestão certinha? Bueno, vou procurar uma nutricionista e um personal trainner. Fechado!

Mudando de assunto, pela primeira vez na vida pintei as unhas do pé de vermelho.
A-D-O-R-E-I colega! Achei que pudesse parecer sujo, ou estranho, sei lá. Mas ficou bem ‘buni’... (óunnn). Ah sim, vai a dica: nos pés duas de rebu. Nas mãos, uma de café brasileiro e outra de rebu... lindo também!

Hoje fico por aqui e até me impressionei com ‘as histórias’ cabulosíssimas!
Amanha tem mais! E qualquer coisa mandem um e-mail para
eusóescrevofutilidades@hotmail.com

Beijos, me liguem!

Ps. O e-mail é uma piada ta gente! Vai que alguém não entendeu.

23 de set de 2009

"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"


Fernando Aniteli


Houve um tempo em que ela só escrevia para ele. E ele sabia.
Apesar das inúmeras metáforas, ele entendia toda vírgula, todo ponto e toda exclamação.
Lembra-se dos passeios? Da flor amarela no vaso? Dos e-mails matinais e da sensação de que um viveria para o outro?
Ele acreditava no amor eterno. Ela não.
Ele gostava de voar alto. Ela mantinhas os pés no chão.
Ele beijava o infinito. Ela apenas o beijava.
E quando tudo parecia imensamente grande e bonito, os papéis se inverteram.
Era ela quem agora acreditava no amor eterno. E ele? Bem, ele dava adeus a um sonho estúpido de amar o impossível. E por pior que tenha sido a sensação, ela não teve coragem suficiente para correr atras, gritar e fazer loucuras por aquele amor.
O doce virou amargo. Um estranho amargo.

Então os dias passaram, os e-mails desapareceram, e a presença se foi. Era verdade. Ele tinha ido. Mas também teve medo.
Então num dia qualquer, ela abriria a caixa de mensagens e veria fotos de alguém.
Um alguém feliz ao lado de outro alguém que soube gritar o amor.
Era a pura realidade (dolorida) refletida em pequenos gestos imortalizados.
Agora ela começava a entender a tal 'eternidade' a que ele se referia.

Abaixou a cabeça, tomou coragem e começou a digitar a primeira linha.
Precisava desejar felicidade. Precisava dizer que estava feliz por ele.

(...)
O relógio apontou, o teclado apagou sozinho toda aquela hipocrisia, ela fechou a página, desligou o computador e foi dormir.

22 de set de 2009

Foz terá Conferência Livre de Comunicação no dia 3 de outubro


Democratizar a comunicação é possível. Traga suas ideias e convide seus amigos

Você já deve ter se perguntado por que as rádios, televisões, jornais e portais estão nas mãos de pouquíssimas famílias. Pois bem, você não é único que questiona esse poderio empresarial que escolhe e impõe valores, comportamentos e legitima realidades para uma boa parcela de nós brasileiros. O descaso com o povo é histórico, e há anos os movimentos sociais clamam por transformação no modelo de comunicação.

Finalmente parece que chegou a hora de afinar essa discussão e propor políticas de comunicação. Junte-se a nós e venha participar da Conferência Livre de Comunicação de Foz do Iguaçu no próximo dia 3 de outubro, sábado, às 8 horas, na Câmara de Vereadores. Traga suas ideias e convide seus amigos. O debate iguaçuense é uma prévia para a etapa estadual em Curitiba (PR), de 6 a 8 de novembro; e nacional, em Brasília (DF), de 1º a 3 de dezembro.

“Democratizar a Comunicação é possível”. Este é o tema central do debate em Foz do Iguaçu, e acreditamos que não será diferente nos demais estados e na etapa nacional no Distrito Federal. Apresentar ideias e analisar experiências de pessoas e entidades que estão furando o bloqueio dos grandes empresários da comunicação são algumas propostas de discussão da Comissão Iguaçuense Pró-Conferência de Comunicação.

Para ilustrar essas experiências e os desafios da comunicação com histórias, leituras e críticas, a comissão convidou para participar das mesas agentes culturais, blogueiros, professores, sindicatos, profissionais da imprensa e estudantes. A programação será organizada em dois momentos: manhã e tarde.

Na parte da manhã do dia 3 de outubro, às 9h30, a mesa “Direito Humano à Comunicação e Democratização da Mídia” será formada pela professora da Unioeste de Marechal Cândido Rondon Carla Silva e pelas jornalistas Aniela Almeida (Sindijor) e Rachel Bragatto (Coletivo Intervozes). O mediador da discussão será Luiz Carlos Paixão, da APP-Sindicato Paraná.

Após o almoço, às 13h30, os presentes serão convidados a assistir ao documentário Jornal Nosso Tempo: um marco de resistência democrática em Foz do Iguaçu, de autoria dos jornalistas Carlos Luz e Thays Petters. Logo em seguida, às 14 horas, será realizado o debate da mesa “Práticas de Mídias Alternativas” com membros do Blog de Foz, Cartel do Rap, Guatá, Megafone e Sopabrasiguaia. O mediador será Carlos Luz. Ao final desta atividade será encaminhada a Carta de Foz do Iguaçu.
A Comissão Iguaçuense Pró-Conferência de Comunicação é composta por 4 entidades. São elas: APP-Sindicato, Conselho Regional de Psicologia, Rede Proteger e Sindicatos dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor)

16 de set de 2009

É Proibido

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender os que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Pablo Neruda

15 de set de 2009

“... Alice já estava tão acostumada a esperar apenas coisas extraordinárias que lhe parecia bastante monótono e estúpido que a vida continuasse no ritmo normal!”


Meu mundo gira numa velocidade impressionante. Coisas acontecem num piscar de olhos. E eu? Bom, eu fico tonta, igual barata tonta. De repente preciso me entender com a dor, e saber que ela passa. Depois vem a saudade e me dá um chute. Então é hora de deitar a cabeça no travesseiro e saber que ela existe por um bom motivo.
Depois disso tudo, a rotina muda, e há algo completamente estranho nisso. Ainda que ela seja chata, nos acostumamos a acordar na mesma cama e escovar os dentes no mesmo banheiro. Quando isso muda, ou pequenas coisas mudam, já é motivo de doideira maior. É preciso pensar. Mas quando? Em que tempo? Ele passa por mim, não eu por ele. Fico confusa todas as vezes que me deparo com o susto, o medo, a insegurança. Nossa vida não vem com manual de instruções, e eu preciso entender isso.

Entender que as pessoas mudam com o passar dos dias, que amores não são para sempre, que nada é para sempre. Preciso entender que assim como as cores, eu também mudo de tons, e assim como a lua, também tenho fases...

Hoje eu estou assim, aprendendo com a vida.

11 de set de 2009


Quando eu começo a escrever, tenho apenas uma idéia na cabeça. Dela, surgem outras, e outras, e algo concreto vai tomando forma.
Ao moldar um texto que me agrade, descubro frases, parágrafos, vírgulas e pontos.
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Meus textos sempre tiveram o início marcado, mas o final era algo que simplesmente surgia. Sem ao menos piscar, ele estava ali. Defeito ou qualidade, eram eles (os finais) que davam vida ao que acabava de acontecer. Eu comecei, e a imaginação deu tom a todas aquelas misturas de cores e sentimentos.
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Hoje, quando a infância já passou e o mundo adulto te chama, as histórias são muitas, e o final, um mistério.
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A gente sabe como tudo começa, mas o fim ainda pode assustar. Normalmente, a gente não quer saber. Já que o fim nada mais é do que algo interrompido, seja a vida e a morte, ou qualquer outra coisa que se quebre em duas partes. (O coração por exemplo)
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O fim só é bom em novela, em livros de romance e filmes bonitinhos. Na vida real, ele dói. Fere a fundo e com tudo o que tem direito. A gente chora, se deprime, fica magoada, e pensa que aquilo só acontece com a gente.
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O tal ‘final’, abala mesmo. É forte. É depressivo.
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E então, os segundos vão passando. Dias, semanas, meses e anos.
O ‘final’ ficou pra trás, e você não ficou lá. Você ficou aqui..para contar.
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Uma história sempre começa com a idéia, o amor, a magia. Mas aonde ela termina, isso ninguém sabe. É este o mistério. É isso o que nos impulsiona a sermos realistas e enxergar a vida com olhos de criança.

9 de set de 2009

e por um tempo, estou em mim.
num infinito único e sem fim.

5 de set de 2009


Descobri que a felicidade incomoda as pessoas.
Abre aspas: 'Pessoas de má índole, inseguras e mal amadas'. Fecha aspas.

E para todos estes, que usam de argumentos baixos para manipular os outros, meu único sentimento é a pena. Minha única atitude é o desprezo.

Papai do céu me fez forte para suportar a maldade alheia. E por isso, eu dou risada (em presente, passado e futuro), destes frágeis mortais que sonham em destruir aqueles que não pertencem ao UMBIGO deles.

Hoje, mais do que nunca, eu quero rir demais!



"Não tenho culpa se meus dias têm nascido completamente coloridos e os outros cismam em querer borrar as cores. Não tenho culpa se meu sorriso é de verdade e acontece por motivos bobos, mas bem especiais. Não tenho culpa se meus passos são firmes. Não sou perfeita... Eu tropeço e caio de vez em quando, aliás, eu caio muito. Meus olhos... têm brilhado bem diferente ultimamente. E brilham diferente a cada dia...
e começo a me preocupar, pois tenho medo da velocidade dessas alterações...
E no meu mundo mais lindo e completo não consigo entender a existência de algumas pessoas. Mas o mundo aqui não é dos mais justos mesmo... compreendo.
Mas mesmo assim, eu tenho bastante lápis de cor... empresto pra quem quiser pintar a vida. Mas por favor... não borrem a minha..."

Autor desconhecido

2 de set de 2009

Passava das sete e quarenta e cinco da manhã. Com cabelos soltos e a flor de sempre, ela ia em direção ao mundo. Mais um dia. E a boa e velha rotina vinha a tona. Na esquina, ela pára e pensa em comprar um pão de queijo para o café da manhã. Dá dois passos em direção a padaria e encontra alguém na rua. Um alguém que um dia foi tão especial quanto todos os sentimentos dela. Com sorrisos e simples olhares, eles se cumprimentam, abraçam-se e cada um segue seu destino. Sem se quer trocar duas palavras, cada um segue sua história. Eles já se conheciam. Sabiam que com um simples olhar, o afeto estava presente. Não precisavam de histórias, de apertos de mão e de perguntas clichês. Eram penas duas pessoas que um dia cruzaram o mesmo caminho, e hoje, seguem rumos distintos e felizes. O grande mistério do tempo falou mais alto naquela manhã. Ela pensou em como tudo pode se transformar com o passar dos dias. Desde uma fotografia que fica envelhecida na gaveta até sentimentos que juram ser imortais. Aquela manhã foi o momento exato de se encontrar e conversar com o tempo. Como ele era realmente seu amigo. Talvez tenha sido difícil perceber, mas ela via, cedo ou tarde, que ele fizera milagres com sua pessoa. Bastava ver alguém que ela um dia amou e sentir que nenhum músculo saia de seu lugar. Estranho. E foi estranho até o cair da noite. Ela pensava, sorria e via como a vida era boa. Todos aqueles sentimentos e sensações ficaram para trás. Aquilo não mais afetava seu estado de espírito e nem sequer fazia cócegas no estômago. ‘Ora que bobagem’. Sim, a vida era uma bela bobagem, e talvez os outros só descubram quando dialogarem com o tempo.